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segunda-feira, 21 de setembro de 2020

SMART SEA: WavySys Yacht Booking

Iniciando a série tecnologia que fazem um SMART SEA, vamos apresentar empresas inovadora que procuram espaço para criar parcerias para entender melhor o mercado Brasileiro e assim criar espaços para ampliação do mercado náutico nacional, por meio da inovação já existentes em mercado mais evoluídos. 

A empresa de hoje é a  WAVYsys Yacht Booking. 





A Wavy GmbH representa o avanço digital da indústria de aluguel de barcos. Construímos produtos digitais para fretamentos, agências de viagens, plataformas e sistemas de reservas. Construímos pontes para a transformação digital e novos desenvolvimentos tecnológicos, como automação de processos e pagamentos e IA.

O seu objetivo é sempre 110% de satisfação do cliente. Promovemos isso em nível pessoal, técnico e voltado para o futuro. Nossa motivação é a inovação através da digitalização e nosso entusiasmo por esportes aquáticos.

Sua tecnologia, leva a qualidade na prestação de serviços no turismo náutico a um novo nível e pois são a empresa número um em reservas de gerenciamento e distribuição de dados de regional para o mercado internacional. "É importante para nós viver uma competição justa, inspirar clientes e encarar nossas tarefas com entusiasmo. Somos um parceiro confiável para nossos funcionários, clientes e parceiros" Falou o presidente em uma apresentação durante o BOOT em Dusseldorf (JAN2020).

Veja o video institucional:



A missão da WAVYsys:
Cada funcionário determina o sucesso da Wavy GmbH. Para que a Wavy GmbH se torne e continue sendo o sistema de reservas e multiplicadores mais inovador e bem-sucedido, cada indivíduo deve contribuir com suas habilidades e realizações, questioná-las e se desenvolver. A empresa ondulada incentiva seus funcionários a crescer além de si mesmos e os apoia no caminho da auto-realização. Apreciação, abertura, confiança mútua e justiça são valores vividos.

Proposta única de venda:
“O WavySys é a plataforma de barco mais inovadora e segura e convence com seu sistema exclusivo de reservas. WavySys significa excelente serviço ao cliente - alugar barcos nunca foi tão fácil ”.

Valores fundamentais:
> Modéstia e Custo-Consciência
> Inovação, Disciplina e Crescimento
> Força de vontade e entusiasmo
> Diversidade e Inclusão - Coragem pela Diversidade; União, integração e apreciação
> Ação econômica, ecológica e socialmente sustentável: sem comprometer o meio ambiente
> Incentivo a um estilo de vida saudável, esportivo e consciente
> Assumir a responsabilidade; Reconhecimento de Realização, oferta de Chances
> Liderança através de um comportamento transparente e exemplar; Vida de Gratidão Consciente
> Coragem e vontade de mudar; Repensando estruturas antigas
> Design de produtos amigáveis ​​e eficazes, bem como serviços para encantar os clientes

Metas estratégicas:

Mercado:
tornar-se líder mundial no setor de aluguel de barcos
aumentar o potencial de mercado para locatários e afretadores de barcos
aumentar a produtividade comunicando com eficiência o uso potencial de barcos na plataforma

Inovação:
tornar-se um parceiro estratégico para abordagens e empresas inovadoras no setor de embarcações
digitalização avançada no mercado de barcos use sinergias de forma eficiente para criar o máximo de valor possível para o cliente alterar os sistemas de aplicativos digitais no setor de posicionamento on-line B2C em todos os setores e se tornar líder de mercado em inovação melhorar a qualidade do serviço ao cliente na indústria, impulsionando a digitalização e tecnologias inteligentes em campo

Justiça:
A Wavy GmbH representa responsabilidade social e apóia o entendimento social da transformação por meio da digitalização e de novas abordagens de atendimento ao cliente - política, cultural e socialmente.

Sustentabilidade:
Sinergia para melhorar a imagem corporativa e os objetivos ambientais por meio da colaboração com associações, eventos de caridade, emissões máximas geradas por reserva ou compensação de missões por meio de uma baixa sobrecarga monetária.Cooperação e promoção exclusivas de parceiros que defendem o uso ecológico e sustentável da plataforma e de seus produtos.

Equipe e liderança:
Apoio individual dos funcionários, gestão de empresas orientada para o futuro. Simplificação de estruturas, procedimentos e processos. Liderança interna - motivação dos funcionários - interação entre competência, responsabilidade e tarefa sem chefes, apenas líderes - liderança através de comportamento exemplar

No Brasil,  recentemente firmou acordo de representação, e inicia em 2021 projetos mais inovadores.

Visite o websitehttps://wavysys.com/

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

SMART SEA: Skysails

Continuando a série tecnologia que fazem um SMART SEA, vamos apresentar empresas inovadora que procuram espaço para criar parcerias para entender melhor o mercado Brasileiro e assim criar espaços para ampliação do mercado náutico nacional, por meio da inovação já existentes em mercado mais evoluídos. 

A empresa de hoje é a  SKY SAILS. 



Você já empinou uma pipa? Então você já experimentou o poder do vento! A SkySails ele fieram a pergunta de um milhão de dólares: Como fazer uso dessa fonte gratuita, limpa e poderosa de energia. 

E assim, eles desenvolveram as mais inovadoras soluções para usá-lo para rebocar embarcações e iates ou para gerar energia. A principal tecnologia de nosso negócio são as grandes asas totalmente adaptadas que aproveitam a energia eólica em altas altitudes. 

Hoje, a SkySails é a líder de mercado e tecnologia no campo dos sistemas de pipa autônoma e a primeira empresa do mundo que conseguiu o sucesso. Colocando a tecnologia de pipa em uma aplicação indeterminada.

Os negócios da empresa se dividem em quatro segmentos, todos centrados em torno de sua tecnologia principal e conhecimento:

> Geração de energia em terra;
> Industria de Yachts (Boating Leisure Boating);
> Marinha mercante; e
> Navegação Offshore de exploração em alto mar.


Conheça mais assistindo ao vídeo institucional da SKYsails:



Mudança de jogo para a geração de energia eólica:

"O vento transportado por via aérea é um divisor de águas em potencial, com potencial para reduzir o custo de energia em até metade e, ao mesmo tempo, abrir novos mercados".
Visão Internacional da Inovação da IRENA (Agência Internacional de Energia Renovável)

A SkySails Power desenvolveu um Sistema de Energia Eólica Aéreo (AWES) revolucionando a maneira como a energia eólica é aproveitada e convertida em eletricidade. Comparado a uma turbina eólica regular, o SkySails Power System usa 90% menos material e ao mesmo tempo duplicar a quantidade de energia produzida.

Imagem disponível em: https://skysails-power.com/


Representante para o Brasil - Eng William G Buratto (WhasAPP +39 366 301 4948)

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Empregos no Mar!

INICIADA A CRIAÇÃO DA PLATAFORMA EMPREGOS NO MAR, PARA AUXILIAR EMPRESAS E PESSOAS A PROCURA DE VAGAS E CURSOS DE CAPACITAÇÃO NA ECONOMIA DO MAR. 

A ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE COOPERAÇÃO EM REDES DE APOIO À ECONOMIA DO MAR (ANCORA, formalizou o acordo juntamente com o DIB ligado ao EUROPEAN BOATING INDUSTRY  (EBI) para a construção de uma plataforma de auxilio a empresas e pessoas que vislumbrem novos oportunidades de trabalho, cursos técnicos e especiaçizações na divesas áreas do conhecimento sobre a Economia do Mar, ou seja, comércio náutico, serviço, indústria e turismo náutico. 



O projeto PLATAFORMA EMPREGOS DO MAR, do qual a ANCORA e o DIB são parceiros, irá ser lançado em 2021, como o principal portal de empregos da Economia do Mar do Brasil. As empresas do setor de barcos recreativos , do comércio, dos serviços e do turismo náutico demandam por capaticitações básicas para qualificar empregados e empresas para o padrão de competitividade global.

Juntamente com a UNIFAIDATE, universidade com cursos em diversar áreas do conhecimento com escolas, institutos e universidadedes de toda a Itália. Cursos que compreender simples capacitações até mestrado ou doutorado em submarino nuclear. "Acreditamos no potencial do mercado da Economia do Mar do Brasil, e vamos dispor o melhor do mundo em qualificação do mar, de forma inovadora no Brasil." Falou Sr. Marco Vinicius Cadena,  diretor de Relações Internacionais da ANCORA.

O portal será promovido a milhares de jovens em toda a AMERICA LATINA e todas as Macro Regiões do Brasil, através de visitas escolares e atividades promocionais. A publicação de oportunidades de emprego e treinamento é gratuita para as empresas. O portal concentra-se em jovens entre 15 e 29 anos, com o objetivo de atraí-los e iniciar uma carreira na economia do mar. O portal de empregos inclui vários setores, incluindo turismo náutico e funções de manufatura.

A ANCORA é uma parceia líder no projeto, iniciado em 2020 e durará até 2023. Na sua conclusão, ele se envolverá até 4.000 jovens e que terão a oportunidade de serem treinados em uma carreira dentro da economia do mar e da essência náutica dos rios e lagos do Brasil. Outras iniciativas em que o projeto está trabalhando é a publicação de um grande "guia de carreira" e um Curso Online Aberto Maciço (COLM) além de consultoria para empresas e serviços de coach profissional internacional, enfim, a ANCORA, trabalhando e pensado o futuro da Economia do Mar sempre com foco no mercado e atuando com ações certeiras para resultados consistentes no mercado nacional e internacional da náutica. 

Parceiros da ANCORA para intercâmbios da Economia do Mar:



O sistema na Europa começa a rodar em Maio de 2020, acesse e entenda o vamos ter aqui no Brasil, site: bluegeneration.careers

Suce$$o aos amigos e parceiros, 



Ornelas*. 


# ANCORA #ECONOMIAdoMAR #SmartSEA #EssenciaNAUTICA 

#ANCORAdaECONOMIAdoMAR #maisCONSERVAÇÃO #maisINCLSUSAOsocial #maisEMPREGO #maisNEGÓCIOS #FOCOnoMERCADO #AçõesCERTEIRAS #ResultadosCONSISTENTES

*Ornelas é um thinktank da Essência Náutica do Brasil, Fundador e Presidente da ANCORA (Ass. Nacional  de Cooperação em Redes de Apoio à Economia do Brasil do Brasil), como consultora da OSN CONSULTORIA, também desenvolveu o Pólo Náutico de Tijucas por meio do conceito SMART SEA. É sócio em marinas no Brasil e fundou o Complexo Náutico TMC.


REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA: 

LEME – Barómetro PwC da Economia do Mar. 

FONTE:

DIB - Departamento Brasil Itália 
Instituto ANCORA da ECONOMIA DO MAR do Brasil

IMAGENS:
Assessoria de Comunicação EBI, 2015. 

quinta-feira, 13 de junho de 2019

O Valor do Mar.


Álvaro ORNELAS*

O Valor do Mar revela a importância do oceano para os brasileiros em todas as suas dimensões - social, econômica, cultural, histórica, ambiental, científica, estratégica e geopolítica - e propõe uma reflexão sobre a necessidade do país ter um projeto de desenvolvimento sustentável dos recursos do mar. 

Em 260 páginas, com dezenas de quadros, tabelas, mapas e fotos, com textos de jornalistas e especialistas do Brasil e do exterior, a obra retrata a situação atual de nosso mar em atividades como portos e logística, transportes, indústria naval, energia, petróleo e gás, pesca e aquicultura, biotecnologia e meio ambiente por rigoroso levantamento jornalístico. Mas vai além e evidencia a relevância do mar (e dos rios) na cultura brasileira como fonte de lendas e tradições  presentes na mu´sica, artes, folclore, literatura e religiosidade e destaca a presença na culinária regional, turismo, esportes e em nosso quotidiano.Para enriquecer o conteúdo.

"O valor do mar - Uma visão integrada dos recursos do oceano do Brasil" apresenta modelos de desenvolvimento sustentável dos recursos do mar já implantados por países da Europa, América do Norte e Ásia, preparados por um dos maiores especialistas em Economia do Mar da Europa.


Espero que tenham uma boa leitura !!  
Suce$$o a todos amigos e parceiros, 

Ornelas


*Ornelas é um think tank da Essência Náutica do Brasil, Fundador e Presidente da ANCORA (Ass. Náutica de Cooperação em Redes de Apoio à Economia do Brasil do Brasil) também desenvolveu o Pólo Náutico de Tijucas por meio do conceito SMART SEA criado por sua empresa, a OSN CONSULTORIA. É sócios em marinas no Brasil e fundou o Complexo Náutico TMC.  

Disponível à venda: 

Imagem:  Amazon.COM

sábado, 6 de abril de 2019

Conceito SMART SEA


Conceito SMART SEA. 

Álvaro Ornelas*

O Conceito Smart Sea foi apresentado pela primeira por mim na reunião do GTT NAUTICO SC (Grupo de Trabalho do Turismo Náutico de Santa Catarina)  em outubro de 2012, por ocasião do fechamento do Plano de Ação para o ano de 2013. O Grupo foi criado para auxilair a atuação da  SOL (Secretaria de Turismo de Turismo de Santa Catarina) e ações que podem ser incluídas nos  orçamentos dos 22 municípios com potencial náutico os quais formavam aquele grupo de trabalho. Na época, a minha empresa OSN CONSULTORIA, de forma voluntária, era responsável pela coordenação dos trabalhos (de fevereiro de 2012 até maio de 2017). Depois motivos profissionais me afastei do grupo e não sei se houve continuidade dos trabalhos, infelizmente, o turismo não apresenta planejamento de longo prazo para atuação em grupos de trabalho. E em 2019, o turismo passou a ser entendido pela nova gestão do governo como parte do desenvolvimento economico sustentável, tenho fé que esta ação foi a mais acertada, porque acredito que o turismo deve ser essencialmente focado no mercado.  

No conceito SMART SEA, tem o desenvolvimento econômico sustentável como principal elemento. Para ordenar a complexidade e a multi-setorização foi falado também pela primeira vez oficialmente o termo: ECONOMIA DO MAR ao grupo. Assim os membros daquele grupo de trabalho tiveram a opotunidade de agir localmente no processo de identificação de ações ou projetos privados que possam acelerar o potencial economico do mar (ou rio e lago). E ainda poderam incluir ações de aceleração neste sentido em seus planejamentos municipais (ou propor um ao gestor municipal). 

Assim a ECONOMIA DO MAR e o conceito SMART SEA passaram a fazer parte do dia a dia das reuniões dando ao grupo foco em sua atuação, sempre com a visão de mercado da náutica nacional e internacional como o nortador das ações. 

Como resultado prático, os membros do grupo, começaram agir locamente nos seus municípios na identificação dos potencias existentes nas suas orlas de rios, lagos e do mar de Santa Catarina para "acomodar" ações certerias para resultados consistentes à INDUSTRIA, ao COMÉRCIO, aos SERVIÇOS e ao TURISMO NAUTICO, cluster que formam o hypercluster da ECONOMIA DO MAR segundo o conceito SMART SEA.

Por meio de uma vasta referência bibliográfica e vivências em missões empresariais de bechmarking o conceito SMART SEA foi "pensado" e esquematizado para justificar programas, projetos e ações que, de forma acertiva, podessem gerar resultados rápidos e certeiros ao mercado da náutica nacional e como piloto no Estado de Santa Catarina. 

Mais tarde consegui organizar grupo de consultores parceiros do Paraná, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Rio Grande do Sul um documento nortador para o Governo de Santa Catarina, entitulado PLANO MAR CATARINA 2030, que por motivos diversos foi ignorado pelo poder público e entidades representativas do setor náutico, mas serviu para o Município de Tijucas , com ajuda do SEBRAE e de meu network profissional a promoção de ações em eventos em Santa Catarina e no Genova Boat Show. O conceito foi apresentado no Seminário da Náutica Catarinense organizado por mim com o apoio do SEBRAE, do Governo de SC e da UCINA, Confederação da Náutica Italiana para apresentar as ações existentes sobre a náutica: GTT NAUTICO, Associação de Garagens Náutica de Santa Catarina, , Prefeitura de Tijucas e SEBRAE falaram no Seminário Internacional. Momento muito rico para apresentação do primeimo modelo de ECONOMIA DO MAR e do conceito SMART SEA para o mundo da naútica internacional. 

Ao mesmo tempo, loocalmente, o conceito aliçercou ainda o o Plano de Inteligência de Mercado para Tijucas (PIM Tijucas*), que propões a criação do Polo Náutico Tijucas. E ainda serviu de base para a criação do Complexo Náutico Tijucas Marine Center (TMC)**. 

A aplicação do conceito SMART SEA e suas fase de entendimento e uso no planejamento estratégico de municípios, empresas e sociedade civil organizada: 

Fase 1: O conceito SMART SEA fundamentou o trabalho junto ao grupo de municípios (5 anos). 
SMART SEA > ECONOMIA DO MAR > AÇÕES ISOLADOS NOS MUNICÍPIOS 

Fase 2: O conceito SMART SEA como base de formatação da Economia do Mar para o estado. 
SMART SEA > ECONOMIA DO MAR > PLANO MAR CATARINA 2030 

Fase 3: O conceito SMART SEA fundamentou a inteligência local do municipal em Tijucas. 
SMAR SEA > PLANO DE INTELIGENCIA TIJUCAS > POLO NAUTICO TIJUCAS

Fase 4: O conceito SMART SEA fundamentou o plano de negócios do Complexo Náutico TMC.
PIM TIJUCAS > POLO NAUTICO TIJUCAS > TIJUCAS MARINE CENTER 

Fase 5: O conceito SMART SEA fundamentou a contrução da Associação ANCORA*** e do Plano Brasil Náutico 2050. 
POLO NAUTICO TIJUCAS > TMC > ANCORA > PLANO BRASIL NAUTICO 2050

O trabalho não ficou em uma gaveta, foi usado a aplicado. Isto é motivo de satisfação e um "raio de esperança" que possamos avançar para uma modelo completo da ECONOMIA DO MAR e uma planejamento integrado entre o TURISMO CATARINENSE.

Vamos editar uma séria de posts para explorar as dimensões e as variáveis que formam o SMART SEA no intuito de ajudar mais ações certeiras para resultados consistes na economia do mar do Brasil. Em especial os impactos do conceito SMART SEA na aceleração terriorial regional do turismo - case Baia Tijucas em Santa Catarina.

Até o próximo post! 

Aos meus amigos e parceiros, desejo sempre, 

Suce$$o! 



Ornelas. 

#ECONOMIAdoMAR #EssênciaNÁUTICA #SmartSEA 

*Ornelas é um think tank da Essência Náutica do Brasil, Fundador e Presidente da ANCORA (Ass. Náutica de Cooperação em Redes de Apoio à Economia do Brasil do Brasil) também desenvolveu o Pólo Náutico de Tijucas por meio do conceito SMART SEA criado por sua empresa, a OSN CONSULTORIA. É sócios em marinas no Brasil e fundou o Complexo Náutico TMC.  

** Referência Bibliográfica:
WWTC. Relatório  da Competitividade do Turismo Global, 2009, 2011 e 2013.  
Ministério da Economia do Mar. Portugal, 2010. 
Participação na 1º Semana Azul em Portugal, 2010. 
Blue Flag. Pesquisa on line, 2012. 


FATO 1) Resultados do Polo Náutico Tijucas: 
> 1º Estaleiro na cidade: TOP LINE YACHTS, veja o website dele http://toplineyachts.com.br/
> 1º Cond Náutico: GOLDEN RIVER (https://www.youtube.com/watch?v=jGH4HAnIIB4)
> Instalação do Complexo Náutico Tijucas Marine Center (TMC).
> Projeto do Museu do Mergulho no Bairro Praça.
> Núcleo de Design Náutico UNIVALI em Tijucas.
> Cursos de Motores Marinizados no SESI Tijucas.

Fato 2) Conheça mais o sobre o TMC e o uso do conceito da Economia do Mar no desenvolvinento territorial de Santa Catarina no website: www.TijucasMarineCenter.com.br 

Fato 3) Conheça mais sobre a ANCORA no website: www.economiadomar.com.br 






segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Expectativas Econômicas do Mar 2019

Direto da reunião do Fórum dos Oceanos em Portugal. 



A atividade econômica, do conhecimento e social do mar continua crescendo. No entanto, para assegurar seu crescimento e desenvolvimento sustentado é preciso o reforço das ações de política pública sobre a Economia do Mar de Portugal.

O ano de 2019 iniciou com excelentes notícias para o mar, uma delas foi-nos dada na apresentação do “LEME 2018 – Barómetro PwC da Economia do Mar”, onde com base na análise aos dados recolhidos os indicadores demonstraram que o “Mar português” continua a crescer, uma conferência excelente, realizada no dia 11 de Janeiro no pavilhão do conhecimento.
Estes resultados confirmam os dados que a Comissão Europeia disponibilizou no “The 2018 annual economic report on the EU blue economy” que revelam um crescimento da economia do mar em Portugal entre 2009 e 2016 de 26,7%.
Ora, se associarmos estas informações facilmente podemos reconhecer resiliência à actividade económica, do conhecimento e social do mar, resultado de uma forte capacidade de empenho e dinamismo dos seus atores, quer sejam eles trabalhadores, empreendedores, empresários, investigadores e ou agentes sociais e culturais.
É também demonstrado que mesmo em momentos de crise e de alguma turbulência, indecisão e estagnação o “Mar português” mobiliza-se e desenvolve-se. Imagine-se se conseguíssemos alinhar a vontade, determinação e perseverança dos seus actores com acções de política pública do mar adequadas e necessárias!
Mas na verdade o começo do ano não podia ser melhor, inclusive da parte do Governo e Ministra do Mar que se desdobram num anunciar de novas medidas, sendo algumas delas de elevada importância para o desenvolvimento da política pública do mar, como é o caso do novo diploma do regime jurídico do transporte marítimo, que associado à lei para a segurança armada a bordo de navios de bandeira portuguesa aumentam as condições para o crescimento da nossa competitividade neste sector económico.
Outro caso é o Plano de Situação do Ordenamento do Espaço Marítimo, que está na fase final do processo de aprovação e nos oferece um mapeamento e zonamento do espaço marítimo, permitindo aos actores nacionais e internacionais perceberem o potencial de investimento no “Mar português”.
Ainda outro é a aposta nas energias renováveis offshore oceânica, assumida como uma prioridade estratégica pela senhora Ministra do Mar, sendo essencial para tal a conclusão da implementação da zona piloto de energias renováveis oceânicas.
E o anúncio do aumento em cerca de 24% da capacidade de capturas de peixe em 2019, facto que oferece novas condições não só para uma redução da nossa dependência das importações de pescado, como naturalmente melhora as oportunidades para continuar o crescimento das nossas exportações dos produtos da indústria de transformação do pescado.
No entanto, para que tudo isto não esmoreça é preciso reforçar e melhorar o desempenho de algumas acções da política pública do mar, em particular reforçar as medidas que promovam a colaboração e articulação entre os parceiros do mar, o financiamento e a captura de investimento interno e externo, a sua imagem de marca e o plano comunicacional, pois o empenho de centenas de milhares de portugueses o pedem e milhões o desejam, na minha opinião, só deste modo poderemos aspirar a um crescimento e desenvolvimento sustentado e em contínuo do “Mar português”.
Para todos os amigos e parceiros dos negócios do mar desejo sempre, mais e mais, 
Sucesso em 2019 !!
Ornelas. 
#ECONOMIAdoMAR #SmartSEA #EssenciaNAUTICA 

Referência BibliográficaLEME 2018 – Barómetro PwC da Economia do Mar. 
FonteAbílio Martins Ferreira - Gestor e analista de políticas públicas. 
Imagem: Banco de Imagens - iStockPhotos 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Segmentos e Mercados do Turismo


SERVIÇO TURÍSTICOS

Cristine Fabbris, Esp.[1]
Álvaro Ornelas de Souza Neto, Esp.[2]


Hotelaria, Gastronomia e Serviços de Apoio ao  Turismo.

O fenômeno do turismo ganha força e atenção de todos pelo potencial que tem de gerar riqueza, gerar vagas de emprego e distribuir a renda gerada. O fluxo de turistas em determinado destino abre espaço para novos investimentos que possam atender, com qualidade, as necessidades dos visitantes. E abre vagas diretas de emprego, pois a indústria de viagens e turismo tem por base o atendimento do homem pelo homem. Entre todos os serviços que se aplicam diretamente a esta indústria os mais relevante estão vinculados as necessidades básicas do ser humano: comer, dormir e se locomover. Os demais serviços vão surgindo de acordo com o tipo turista e o tipo de turismo que cada mercado atrai. Dentro dos serviços turísticos destacamos: hotelaria, gastronomia, locação de veículos, agentes receptivos, operadores de serviços, agentes de viagens, empresas especializadas em sistemas de suporte e controle, enfim, a indústria de viagens e turismo absorve muitas vagas de emprego e é responsável pelo crescimento de muitas cidades, estados e países que vêem no turismo uma boa oportunidade em suas economias.  Outra característica relevante da indústria de viagens e turismo é que a qualidade na prestação de serviço está vinculada a percepção do usuário e não a qualificação técnica do prestador de serviço. Este setor é valorizado pelos comentários de revistas especializadas e pelo famoso boca a boca.

O que é HOTELARIA?  Engloba todos os meios de hospedagem, ou seja, tudo que o turista necessita para dormir confortavelmente de acordo com o seu estilo de vida ou propósito de sua viagem.  Existem vários tipos de hospedagem e cada tipo apresenta uma estrutura e serviços diferenciados. Basicamente a hotelaria trabalha com três segmentos distintos: o executivo, o turista comum e lazer total. Os tipos de hospedagem mais conhecidos são:   
Hotéis Executivos – geralmente localizado próximo aos setores comerciais de cidades e mantém um serviço de assistência ao executivo como uma estrutura de escritório, salas de reuniões ou espaço para happy-hours. Ex.: os hotéis da Rede Íbis.
Hotéis Turísticos – São hotéis grandes com muitos quartos e quase todos com o mesmo padrão. São confortáveis e focados para atender grupos grandes de excursionistas. Ex.: Hotel Pensylvania em Nova York. 
Hotel Design – São hotéis que primam pelo design e pela estética. Apresentam serviços como mordomos para quarto, lençóis e “mimos” bem caros. Ex.: O Hotel Unique em São Paulo.  
Resort – São hotéis que apresentam estrutura para atividades em família. Você encontra tudo para passar o dia inteiro sem sair da propriedade. Ex.: Costão do Santinho Resort em Florianópolis.
Acomodações (Lodge) – São acomodações alternativas. Como hotéis de selva, pousadas exóticas ou com algum tema específico. Além do Albergues da Juventude que são conhecidos como Hostel  . Ex.: Hotel Ariarú Jungle Tower há uma hora  do cais de Manaus no Amazonas.
Camping – Local com infra-estrutura mínima e com segurança para armar uma barraca e estacionar o carro. Existem banheiros coletivos, estrutura para lavar roupa e, em alguns, estrutura para cozinhar. 

Existem ainda hotéis que se tornaram referência na industria de viagens e turismo global, como os hotéis: The Waldorf Astoria na Park Ave em New York, o Ritz na Place Vendome em Paris, The Peninsula me Hong Kong, o Alvear em Buenos Aires e o mais recente o Burj Al Arb em Dubai.

O que é gastronomia? A palavra gastronomia tem origem no grego antigo e quer dizer o conhecimento do estômago. Na indústria de viagens é um serviço básico e fundamental para o turista. O conhecimento técnico que abrange a culinária, bebidas e todos os aspectos culturais relevantes a determinado prato.
Um turista pode ser pegado pela boca. Existem restaurantes que são tão famosos quando o destino na cidade. Como é o caso do Restaurante Madalozzo em Curitiba, que mantém o Record mundial de maior restaurante do mundo. Ou o Restaurante La Tour em Paris o mais antigo da cidade e o mais caro também. Ou Ainda o primeiro Café do Mundo, que é o Café _____ na Praça de São Marcos em Veneza na Itália. A gastronomia complementa as experiências turísticas e necessita de muito treinamento e qualificação, pois o produto final é feito e entregue na mesma hora.

O que são considerados de apoio ao turístico? Todos os serviços que estão disponíveis para atender as diversas demandas dos variados tipos de turistas. Um Shopping Center atende aos turistas que procuram comprar. Um salão de beleza pode, em determinados momentos, atender a turistas. Empresas que alugam lanchas, carros, helicóptero, bicicleta dão apoio ao turismo. Danceterias e boates também atendem ao turista. Assim quase todos os serviços que uma cidade apresenta podem dar apoio à indústria de viagens e turismo. 

 Referencial Bibliográfico

IGNARRA, Luiz Renato. Fundamentos do Turismo. 2ª Ed. São Paulo: Pioneira Thomson Leraning, 2003.

GOELDNER, Charles e outros. Turismo: Princípios, Práticas e Filosofia. 8ª Ed. Porto Alegre: Bookman, 2002.





[1] Especialista em Empreendedorismo no Turismo pela ENE/UFSC (1999); Bacharel em Turismo pela Escola Superior de Turismo e Hotelaria - ESTH (1999); Coordenadora dos Cursos de Turismo e de Hotelaria da ASSESC e Coordenadora do Curso de Pós-Graduação em Gestão de Eventos da ASSESC.
[2] Especialista em Administração Global pela Universidade Independente de Lisboa (2001); Professor titular do Curso de Turismo e de Hotelaria da ASSESC e consultor em projetos de infra-estrutura turística.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Turismo com Qualidade


A PERCEPÇÃO DA QUALIDADE NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS TURÍSTICOS

Álvaro Ornelas*


INTRODUÇÃO
   
 O termo qualidade tem sua origem no latim qualitate, e é utilizado em diversas situações diárias. È comum usar os termos: qualidade do atendimento, qualidade dos serviços, qualidade de vida, qualidade do produto e qualidade dos processos. Deve-se entender que “qualidade” é um conceito subjetivo que está relacionado às percepções de cada indivíduo, ou seja, cada um de nós percebe o mundo que nos cerca de maneiras diferentes.
Na indústria de viagens e turismo global, qualidade está relacionada às necessidades e expectativas do turista que é, de fato, o cliente.  Porém, sua definição, muitas vezes, não é clara e tão pouco objetiva. A aplicação do termo qualidade nos diversos setores das empresas aconteceu quando houve o entendimento de que a qualidade poderia ser uma aliada na tomada de decisões empresariais.
A qualidade então migrou dos laboratórios (qualidade dos produtos) para quase todos os setores das empresas (qualidade de processos) e passou a ser relevante na tomada de decisões estratégicas (qualidade da gestão). Este novo entendimento sobre qualidade mudou o comportamento empresarial e atualmente é base da inovação na administração ou na produção de bens e serviços (ACESSA, 2009).
No momento que a qualidade passou a fazer parte da gestão estratégica das empresas, surge uma preocupação: como captar dados e transformá-los em informações estratégicas para a empresa?
O desafio atual do empresariado brasileiro do setor serviços é trabalhar os indicadores de qualidade e repassar as informações aos participantes de todos os processos de uma empresa incentivando mudanças e inovação. Portanto, novas decisões, com base nas informações provindas de um controle de qualidade sobre alguns aspectos da empresa, passaram a ser fundamentais na busca por resultados.     
Na década 90, as empresas brasileiras sofreram impacto em suas administrações através da “reengenharia”, que tinha como base a implantação de TQC’s (Total Quality Control) ou ainda, compelia a todos na empresa, que obtivessem informações sobre o tema e aplicassem o Programa 5S´s (mudança contínua) conhecido internacionalmente como Kaizen.  
Falconi (1994) destacou que para entender de qualidade em uma empresa, é necessário entender o que realmente é o seu trabalho. Destaca que os colaboradores de uma empresa devem entender o motivo e a importância do seu trabalho, além dos processos do dia-a-dia.

“entenda seu trabalho: a única razão pela qual você trabalha é porque alguém precisa do resultado do seu trabalho. No final das contas nós todos trabalhamos para ajudar-nos mutuamente a sobreviver. O que é uma empresa? Nós, seres humanos, precisamos sobreviver. Para isto precisamos comer, vestir, ser tratados quando ficamos doentes, dormir, ser educados, etc. Para atender a estas necessidades de sobrevivência é que o ser humano se organiza em indústrias, hospitais, escolas, prefeituras, etc. Vamos chamar de empresa qualquer uma destas organizações. Portanto, uma empresa é uma organização de seres humanos que trabalham para facilitar a luta pela sobrevivência de outros seres humanos. Esta é, em última instância, a missão de todas as empresa” (FALCONI, 1994, p.3).


Muita coisa mudou nestes anos passados e o entendimento exposto por Falconi (1994) foi absorvido pela maioria das empresas e trabalhadores da indústria tradicional. Atualmente percebemos que as empresas que atuam na indústria de viagens e turismo brasileira ainda estão trabalhando para obter um melhor status dentro do cenário macro-econômico brasileiro e absorvendo o entendimento básico proposto na última década do século XX.
As empresas prestadoras de serviços turísticos têm neste novo século e novo milênio, um desafio que os demais setores enfrentaram no passado; que é o de “repensar” suas ações e processos estratégicos. Ao mesmo tempo em que o setor vem se destacando na geração de riquezas e abrindo vagas de trabalho em ritmos animadores, impactando no dia a dia de nações (econômica, social e politicamente), ganhando assim um status de igualdade com as demais indústrias geradoras de riquezas, o novo entendimento é que o turismo, na verdade, é uma nova indústria, e o mundo globalizado a chama de indústria de viagens e turismo.
Desde 2007, o WEF (Fórum Econômico Mundial) avalia o desempenho de 133 países com base em 14 índices competitivos exclusivamente voltados ao setor turístico, ou melhor, ao real potencial de gerar riquezas proporcionado pelada indústria de viagens e turismo e os apresenta à sociedade através de um relatório. O relatório que apresenta os Índices de Competitividade Turística (Travel & Tourism Competitiveness Report) é um instrumento global que consolida e eleva o setor turístico a um setor que gera riquezas, gera empregos e tem impactos diretos na sociedade (efeitos extremamente similares ao da indústria).
O século XXI inicia com um cenário um tanto quanto atípico na civilização contemporânea. Vivenciamos um momento onde, pela primeira vez, uma indústria (a turística) coloca em posição de igualdade competitiva nações ricas/desenvolvidas com qualquer outra nação no planeta, pois a indústria de viagens e turismo faz com que todos sejam concorrentes em atrair o mesmo turista/cliente, indiferentemente do seu grau de desenvolvimento.
Neste cenário, o amplo entendimento do sentido e aplicabilidade da qualidade é fundamental para o destino turístico ser competitivo e sobreviver na indústria de viagens e turismo. Ser competitivo consiste no potencial inovador do destino turístico. Segundo Barreto (2002 apud BENI 1999), os três elementos que importam sobremaneira para o futuro do turismo são: inovação (criatividade, imaginação, questionamentos), desempenho (produtividade) e qualidade (profissionalismo e busca da satisfação do cliente).
O Brasil, segundo o relatório com os Índices de Competitividade Turística de 2009, divulgado em maio de 2009, em Florianópolis, durante o 9º Fórum Mundial de Viagem e Turismo (WTTC), o ocupa a 45ª posição entre os 133 países estudados. No ano de 2008, o Produto Interno Bruto Nacional foi impactado em 6,2% pela economia de serviços e empregou 5.9% dos trabalhadores com carteira assinadas no Brasil. A indústria de viagens e turismo gerou 2,5% do PIB nacional de 2008. Embora, o mesmo relatório apresente que a indústria de viagens e turismo brasileira poderia, ainda em 2008, ter um desempenho superior e ter acrescentado ao PIB nacional mais 1,7%.
As empresas da indústria de viagens e turismo brasileira aumentarão sua participação na economia nacional se sofrerem também, uma espécie de “reengenharia filosófica” na tomada de decisões estratégicas. Com base em SINK (1985) e TRIGO (2003), estas decisões devem ter, por princípio e entendimento geral, as seguintes ponderações: 
·         Entender que no turismo a qualidade é percebida e não certificada;
·         Entender que a percepção da qualidade de um estabelecimento turístico é medida durante todo o tempo em que o turista está interagindo com a empresa. Podendo ser através de e-mails, pesquisando no site ou no tradicional atendimento in loco.
·         Entender que no turismo a única coisa que conta é o atendimento, pois ele despertará sentimentos de qualidade, extremamente subjetivos, porém vitais à empresa ou ao destino turístico que pertença.
·         Entender que a empresa deve abrir espaço ou criar situações para buscar dados diretos do cliente com relação a ela mesma e estar preparada para ouvir, sem questionamentos, sobre a percepção destes. A empresa que consegue ter o feedback dos seus clientes tem condições reais de sucesso em suas estratégias e ações futuras relacionadas a eles.
·         Entender que a empresa depende de profissionais para transformar os dados captados do turista/cliente em informações vitais para auxiliar na tomada de decisões e na elaboração de estratégias empresariais.
·         E, finalmente, entender que todos os pontos acima só são conquistados com investimento na qualificação – quer dos serviços, quanto dos colaboradores - através de um programa de qualificação e treinamento constante dos colaboradores da empresa.
Esta indústria é, certamente, uma das que mais sofre com os impactos relativos à percepção da qualidade, pois no seguimento turístico, o consumo se dá concomitantemente a produção dos bens e serviços. Deste modo, ser competitivo neste mercado é estar atento aos fatores relacionados à forma que o visitante/turista percebe e valora esta qualidade desde o momento da sua opção pela empresa, produto, serviço ou pelo destino turístico até seu efetivo consumo. Como ser competitivo então? Obtendo informações acerca deste setor e suas peculiaridades.
Segundo Rangel e Fonseca (2001), a informação faz a diferença no turismo, no que tange a qualidade. Pessoas que detém informações proporcionam a outras pessoas a verdade e ao mesmo tempo se tornam profissionais mais competentes. Competência nos serviços turísticos é sinônimo de eficiência no atendimento. A qualidade é o que diferenciará um serviço ou produto de outro, principalmente no contexto competitivo atual.
Um problema pontual do setor turístico nacional que é indicado em pesquisas de opinião aponta o atendimento, nos vários segmentos turísticos, como sendo um dos “pontos fracos” da nossa atuação neste setor. Como exemplo principal, temos a fluência do segundo idioma – inglês ou espanhol. A carência de prestadores de serviços turísticos com esse diferencial prejudica nosso desempenho em atrair turistas estrangeiros. O inglês – idioma universal no turismo - nos sites de hotéis e resorts é insuficiente e a comunicação não é efetiva em prospectos de captação de iniciativas privadas.
Um país com o potencial de crescimento como o do Brasil na indústria de viagens e turismo e com condições econômicas de atrair investimentos estrangeiros, necessita se comunicar com o mundo globalizado da mesma forma que o restante do mundo todo se comunica. Este é um fator impulsionador de negócios. Os grandes mercados emergentes na emissão de turistas são os asiáticos (China e Índia) e eles absorveram o inglês como a sua segunda língua para os negócios e, por conseqüência, para o turismo também. Então, cabe ao Brasil entender, da mesma forma que os indus e sinos, que a globalização na indústria de viagens e turismo tem como base de comunicação a língua inglesa.
Existem aspectos relevantes que comprovam que o investimento na qualificação no atendimento dentro do turismo nacional pode gerar crescimento rápido, antes mesmo de iniciar qualquer obra de infra-estrutura. Dentre as 133 economias pesquisadas pelo Fórum Mundial Econômico em 2008; somos o 2º lugar em atrativos naturais, o 14º em diversidade e interesse por nossa cultura. Porém, no item que aborda a disponibilidade de mão de obra qualificada, ficamos em 87º, o que mais uma vez afirma o anteriormente exposto. No item país com afinidade para o desenvolvimento da indústria de viagens e turismo ficamos com o lamentável 108º lugar (BLANKE, 2009).
A pesquisa do Fórum Econômico Mundial (WEF) releva se o setor está aberto ao capital estrangeiro. De acordo com Thea Cheisa, uma das responsáveis pelos índices de competitividade, o Brasil recentemente conseguiu captar investimentos estrangeiros de países como Portugal e Espanha no setor de serviços e hotelaria, porém, não recebe investimentos turísticos da Inglaterra, Estados Unidos e Dubai. Há empresas que entendem os números da economia brasileira, porém, vêem o Brasil como um país de risco alto de investimento, pois ainda há entraves burocráticos e a falta de mão-de-obra qualificada com nível comunicação insuficiente para a operacionalização de negócios de toda natureza.     
Estas informações evidenciam que a indústria de viagens e turismo brasileira pode – e deve - concentrar seus esforços para qualificar e medir a qualidade do atendimento em seu setor – somente manter o foco no turista/cliente é o que, de fato, provoca crescimento real e consegue atrair mais investimentos privados estrangeiros em infra-estrutura como hotéis e resorts e grandes empreendimentos de lazer.
O elemento empreendedor das empresas deste setor, atualmente, está na percepção que crescer em mentalidade empreendedora é fundamental para um crescimento real, sustentável e factível.  

O ENTENDIMENTO DA QUALIDADE NA INDÚSTRIA DE VIAGENS E TURISMO

Uma definição de planejamento do inglês Ron Hopkins (2005) é de fácil entendimento e extremamente eficiente. Ele diz que planejamento é “aquela série de pontos de ações ligados a cada um e onde todos eles se completam, criando um objetivo ou um resultado específico e visualizado”.
 Todos os atores envolvidos na indústria de viagens e turismo brasileira necessitam visualizar um resultado único – colaboradores capacitados e focados em auxiliar na percepção positiva dos turistas e clientes acerca dos produtos e serviços aqui ofertados.
Em geral, não se inicia um projeto ou uma estratégia sem que se tenha em mente uma imagem mental clara do que se quer alcançar e do que necessita ser feito e a que tempo. Um processo de planejamento só pode ser considerado eficaz, quando fornece a todos os envolvidos, uma idéia nítida do resultado esperado de sua atuação no processo identificado.   Conforme Kerry Gleeson (1996 apud James T Mccay (1985) coloca:

“as imagens em sua mente controlam as suas ações. Se você não tiver esse quadro, se não conseguir entender o que está acontecendo, não agirá. Se as suas imagens estiverem obscuras e confusas, você agirá com hesitação. Se as imagens forem claras e precisas, você agirá com determinação e eficácia.” 

A qualidade nesta indústria deverá ser o objetivo a ser atingido e fazer parte da estratégia de ação e do dia a dia de cada empresa que compõe o setor turístico.
O fundamental é entender que as expectativas dos clientes/turistas, se bem atendidas, transformaram estes em pessoas satisfeitas, ou seja, que pagaram e receberam o que tinham em suas mentes de uma forma muito subjetiva, gerando um sentimento de bem-estar e satisfação completa (BROCKA, 1994). Se isto acontece, significa que as empresas que compõem a “experiência da viagem” tiveram sucesso no atendimento. Esta é a qualidade do turismo percebida, onde o turista/cliente crê nas empresas e as classifica como empresas de qualidade, independente da certificação que possam ter.

ENTENDENDO A QUALIDADE NOS SERVIÇOS TURÍSTICOS

 No âmbito do turismo, o entendimento do que seja qualidade é o resultado de cinco pontos importantes que foram correspondidos em todos os contatos do cliente/turista em sua viagem/experiência. Estes elementos são: confiança, capacidade de dar resposta, segurança, empatia e elementos reais (tangíveis). Abaixo apresentamos o modelo elaborado pelos autores: Parasuaman, Zeithaml & Berry (1985) disponível no site 12MANAGE, site especializado em gestão e gerenciamento estratégico:
Fonte: Parasuaman, Zeithaml & Berry (1985)

O modelo proposto pelos autores deve ser adicionado às estratégias gerenciais de qualquer empresa no setor de serviços. Deve se identificar processos no seu dia a dia que possam ser aprimorados para se obter a qualidade nos serviços turísticos prestados.
Em uma viagem, o cliente/turista irá solicitar e demandar por diversos serviços e a seqüência desses vários atendimentos satisfatórios despertará a percepção positiva da qualidade. Esta percepção coletiva da qualidade é que define os destinos turísticos: cidades e regiões se destacam quando conseguem que suas empresas prestadoras de serviço entendam que os atendimentos “são” resultados de treinamento e qualificação.

PILARES DA QUALIDADE NA INDÚSTRIA DE VIAGENS E TURISMO

Os elementos que compõem a percepção do cliente/turista são de fácil entendimento. Porém, é a mudança da cultura empresarial que acelera a prática no cotidiano das empresas prestadoras de serviços turísticos. Então, segundo Parasuaman, Zeithaml & Berry (1985), os pilares da qualidade em serviços são:
a) A confiança como pilar da qualidade na prestação de serviço está atrelada a exatidão das informações, além da “entrega” de atrações ou serviços ofertados como experiências únicas. Ter a consciência de divulgar e falar somente a verdade sobre a empresa ou destino turístico;
b) A capacidade de dar respostas. Está relacionado com a empresa que treina seus colaboradores para sempre se mostrarem responsáveis pela informação prestada. É percebida através da velocidade nas respostas e no quanto a informação é útil aos cliente/turista. Como exemplo: criação do site com fotos e informações verdadeiras além da rápida resposta aos e-mails;
 c) A segurança é outro pilar. Deixar claro a fonte usada ou a autoria da informação. Tratar o cliente/turista com respeito e cordialmente auxilia na percepção da segurança das informações relacionadas ao serviço prestado;
e) A empatia talvez seja o mais importante pilar na prestação dos serviços em geral. É a capacidade de entender a situação do próximo.
Segundo Mussak (2009), a empatia é uma prática e deve ser entendida da seguinte forma:

“Há duas práticas que criam empatia. A da pessoa que se coloca no lugar da outra e a da pessoa que estimula a outra a se colocar em seu lugar. No primeiro caso predomina a capacidade de entender e no segundo a capacidade de se fazer entender. As duas são igualmente importantes. [...] ser empático não é ser simpático. A simpatia pressupõe solidariedade, a empatia pressupõe compreensão. A simpatia cria um envolvimento emocional, que pode prejudicar o julgamento. A empatia estabelece comunicação eficiente. Quando não se cria empatia em uma relação, não há verdadeiramente um diálogo, e sim dois monólogos ocorrendo simultaneamente.”

Os cinco pilares apresentados são excelentes argumentos que devem ser introduzidos e amplamente difundidos nos programas de qualificação e treinamentos específicos que auxiliem na ampla aplicação destes entendimentos no cotidiano das empresas prestadoras de serviços turísticos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Manter o turista satisfeito com o serviço que ele recebe das empresas do setor fortalece a reputação do destino turístico e cria valor com base nestes serviços. A qualidade se percebida por satisfatória ou acima da expectativa é o pilar mestre para a consolidação das empresas que formam a indústria de viagens e turismo global.
É vital a ajuda de todos colaboradores para desenvolver estratégias de melhorias dos serviços de forma criativa. Gerar uma imagem positiva, comunicação efetiva e criar e meios de captar a percepção do turista/cliente é um tarefa que exige uma administração gerencial muito bem capacitada e competente que possa transformar todos os departamentos da empresa em fonte constante de críticas construtivas (feedbacks) que deverão ser analisadas por cada supervisor e gerente da organização.
Um grande desafio brasileiro neste início de século é estimular a indústria de viagens e turismo brasileira a ser mais competitiva e fazê-la gerar mais riquezas, adequando a infra-estrutura existe à demanda de mercado. O índice de competitividade global aponta que o país tem condições reais, comparado a 132 países (WEF), em aumentar a número de visitantes sem, necessariamente, ter que investir em infra-estrutura turística. A infra-estrutura necessária poderá ser realizada com capital privado global, se o país estiver adequado a demanda dos conglomerados turísticos internacionais. Pois a burocracia intensa do estado, a legislação trabalhista do setor e a falta de capacitação são entraves históricos do país, não só no setor do turismo, como em outros setores da economia nacional.
O mercado global da indústria de viagens e turismo propicia a todos os países, a capacidade de disputarem o cliente “em pé de igualdade” pela primeira vez. Uma democratização nas regras de captar mercado. Todos os destinos são passíveis de visitação. Com este cenário, a capacitação dos atores (colaboradores, supervisores, gerentes e diretores) da empresas turísticas devem re-pensar sua atuação e, certamente, aumentar seus investimentos na capacitação de seus colaboradores.
As macro-estratégias do setor devem contemplar investimentos públicos, não em infra-estrutura, mas em capacitação do setor. Entidades de classe representativas da sociedade civil organizada devem cumprir seu papel na busca de recursos para esta finalidade. A capacitação dos atores pode ser um motivo de atrair investimentos privados para complementar a infra-estrutura turística nacional.
O turista/cliente espera confiança e a verdade enquanto o serviço está sendo realizado pela empresas turísticas. Para passar credibilidade e segurança, os colaboradores devem promover a informação correta e verdadeira e devem ser capazes de resolver situações com decisões próprias e serem percebidos, cada um, como um colaborador que agrega valor a empresa que trabalha.
A qualidade de um serviço ou de uma localidade turística como um todo é percebida, na medida em que existe uma homogeneidade na prestação de serviços. O cliente/turista deve perceber que o atendimento é verdadeiro, faz parte da hospitalidade local.
A qualidade no turismo é resultado de um somatório de fatores que devem ser percebidos, analisados e absorvidos pelos gestores das empresas que constituem o universo dos serviços em turismo. Estar apto a fazer a sua tarefa, da melhor maneira possível, atingindo ou superando as expectativas das pessoas, passa por um longo processo de envolvimento pessoal e coletivo para com seus ambientes de trabalho.
            A qualificação constante e a aceitação, por parte dos gestores deste setor, a cerca de que a qualidade é percebida muito mais pelas pessoas que operam a atividade do que pelos equipamentos e atrativos em si, será o grande diferencial de uma verdadeira destinação turística de qualidade.

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