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sábado, 23 de abril de 2022

O Mar e a Orla.

FUTOURISMO | Qual é o futuro das orlas do Brasil? 


A pergunta acima não tem resposta certa. Pode ser dimencionada para a sua cidade, bairro ou ruas frente mar sem fórmulas, mas baseada na cooperação em redes de apoio à conservação ambiental e melhor uso de orlas. 

Desafio do Brasil é realizar o seu gerencimento costeiro de forma sincronizada entre os saberes e fazeres das pessoas (social), com a conservação ambiental e com a inclusão de empresas e iniciativa privadas no contexto. 

Suce$$o! 


Ornelas. 

#ECONOMIAdoMAR #EssênciaNÁUTICA #SmartSEA #FUTOURISM #TurismoNáutico #ORLAS #OrlasBrasil #TURISMOdeSOLePRAIA  

*Ornelas é um thinktank da Essência Náutica do Brasil, Fundador e Presidente da ANCORA (Ass. Nacional de Cooperação em Redes de Apoio à Economia do Brasil do Brasil) também desenvolveu o Pólo Náutico de Tijucas por meio do conceito SMART SEA criado por sua empresa, a OSN CONSULTORIA. É sócio em marinas no Brasil e idealizou e iniciou o Complexo Náutico TMC.  

** Artigo publicado na Revista VIP SHORE, Novembro de 2017, Santa Catarina.  





quarta-feira, 9 de março de 2022

Planejamento com foco no mercado.

Da série histórico de suce$$os...   

Entrevista com Álvaro Ornelas, consultor da OSN CONSULTORIA que voluntariamente COORDENA O GTT NAUTICO SC

                      

ORNELAS afirma que setor náutico de grandes embarcações não sofreu impacto com a crise, e as empresas poderia estar exportando barcos se tivessem mais design, gestão internacional e certificações de qualidade para vendas na Europa e Estados Unidos.

Foto: Marcos Horostecki/ND

Como o Grupo de Trabalho do Turismo Náutico está contribuindo com o Polo Náutico de Tijucas?
– Atualmente são várias frentes de trabalho para o fortalecimento da economia do mar de Santa Catarina, tendo Tijucas como um dos grandes potenciais reais de mercado para auxiliar a indústria, comércio, serviços e turismo náutico. O Grupo de Trabalho Náutico, que é um órgão da Secretaria de Estado de Turismo, está atuando no desenvolvimento do turismo e serviços relacionados à economia do mar, em conjunto com a Fecomércio, FIESC, e principalmente com o apoio do SEBRAE que viabiliza ações de benchmarking e auxiliar na organização  do setor.  
– Porque você acha que isso demorou tanto para acontecer em Tijucas?
Dentro do GT, Tijucas é o case que mais acelerou seu processo de desenvolvimento em toda a Santa Catarina.
-Mas esse potencial é de conhecimento geral bem antes da criação do GT…
Bem, mas foi só em 2013 que o município começou a atuar em conjunto com o governo do Estado nessa questão e começamos a vislumbrar o potencial de Tijucas, trabalhando de forma cooperada. Eu diria que o projeto acelerou muito desde que fomos chamados. Foi muito rápido, em menos de quatro anos houve uma mudança de comportamento e interesse na exploração do grande potencial que tem Tijucas nessa área.
-Pela sua experiência, o que vai acontecer primeiro no Polo Náutico?
O que acontece primeiro é a instalação do Tijucas Marine Center, que é um investimento 100% privado e que já começou a atrair empresas para Santa Catarina. Empresas do Rio de Janeiro, empresas de São Paulo que estão interessadas em um espaço com uma estrutura adequada para recebe-los e que a área localizada de frente para o mar tem plenas condições de oferecer.
E qual seria o potencial do Polo Náutico?
Acredito que Tijucas, nos próximos 20 anos, vai ser uma cidade que vai viver da economia do mar. Vai voltar a viver da economia do mar, porque tem espaço, está geograficamente posicionada entre mercados consumidores, como São Paulo, Porto Alegre e Buenos Aires e é também uma cidade em que os terrenos disponíveis são acessíveis do ponto de vista financeiro, comparado à região metropolitana da Capital e a região do Vale do Itajaí. Então, o potencial das áreas existentes aqui chama a atenção de todo o mercado do mar.
-O problema da boca da barra não prejudica esses investimentos?
Esse problema pode se alimentar e ganhar realmente um valor de mercado, para sensibilizar autoridades para a necessidade de investimento que ele exige. Porque até 2013, fazer os molhes na boca da barra era a única solução, o que é uma inverdade. O potencial da cidade é tão grande, que existe outras alternativas, que já são realidade e que não dependem da solução do problema para atrair um investimento da ordem, por exemplo, de R$ 70 milhões, que é o que vai garantir o Tijucas Marine Center. A estratégia da cidade para o mar é mais importante que a solução da boca da barra.
-E essa estratégia está consolidada?
Sim, porque a cidade procurou o GT Náutico para isso, em 2013. Em 2014 aprovou uma lei de incentivo municipal para atrair empresas. Em 2015 organizou a participação da cidade numa feira internacional. Foi até a Itália mostrar para os italianos que tem o potencial e 2016 tem um investimento privado confirmado que se chama Tijucas Marine Center. Cada ano um passo certo para um resultado consistente. Esse é o principal ganho. A boca da barra continua sendo um problema, mas com esses investimentos a solução dele fica bem mais próxima.
-Sabemos que o mercado náutico é um mercado de capital intensivo, que precisa de grande circulação de dinheiro. Essa situação do País, com a crise, o que ela impacta nesse projeto?
Na náutica, as embarcações de 40 pés em diante nunca sofreram com crise alguma no Brasil. Nunca vão sofrer. Assim como todo o mercado de alto luxo e alto padrão. Nenhuma das marcas de carros, por exemplo, como a Land Rover, sofreu com a crise. Esse segmento é fiel e tem clientes no Brasil de alto padrão que vão continuar comprando. O Brasil não faliu, o Brasil está em crise, é diferente. Claro que tudo abaixo disso não está acontecendo. Aquelas embarcações menores, de 30 pés, 20 pés, as de lazer, essas estão em situação complicada, porque o cidadão não vai deixar de financiar um carro novo para comprar um barco, porque não está sobrando dinheiro. Nós temos um segmento em Santa Catarina que são os estaleiros que produzem as embarcações de lazer, para a pesca e para mergulho, que custam o valor de um carro. Esse segmento sim foi afetado, mas nós acreditamos que logo sairá da crise também.
-Como fica a pesca nesse contexto, já que Tijucas tem uma relação muito forte com ela?
Eu vejo nesse primeiro momento que o potencial de Tijucas inclui as pessoas que residem na cidade e que estão envolvidas no setor, inclusive quem já está no mercado da pesca. Essa cidade respira náutica. Ela já foi náutica no passado e por alguma estratégia do passado ela deixou de ser. De cada dez tijuquenses, oito já estiveram dentro do mar ou conhecem as condições do mar. Isso é matéria prima. Não tem lugar nenhum no planeta que possua esse tipo de mão de obra. O que precisamos é capacita-los, para que eles estejam adaptados às novas tecnologias. Por isso a gente acredita que, talvez no ano que vem já venham os primeiros cursos, em parceria entre o Senai e o governo do Estado.
-Esse núcleo pode vir a ajudar também para que a região se beneficie de alguma forma pelo transporte marítimo?
O Polo Náutico de Tijucas tem tudo para contribuir com isso. Estamos trabalhando inclusive no processo de atrair cruzeiros para a Baía de Tijucas e para a Baia Norte e Baia Sul da região metropolitana. Mas tudo isso está alicerçado em uma carta náutica. E a última de Tijucas é de 1957. Isso custa R$ 800 mil e demora 60 dias para ficar pronto. É como se fosse fazer um asfalto e hoje não temos isso. E isso impacta no transporte aquaviário, importa no setor náutico, na maricultura e na segurança de quem navega. Perdemos muito com isso e estamos trabalhando para que isso aconteça e, no futuro, por exemplo, o polo náutico de Tijucas possa ser usado não só para desembarque de cruzeiros, mas para a manutenção de todas as embarcações que circulam pela região.

Cliente:  Secretaria de Turismo de Santa Catarina | GTT NAUTICO SC
Evento:  Entrevista N                    Data: 25.08.2016


segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Design Náutico, o futuro chegou!

Estaleiro Codecasa aciona nova dimensão no design náutico. 

Álvaro Ornelas* 

Codecasa Jet 2020          Imagem: Assessoria de Comunicação Estaleiro Codecasa

O lançamento mais impactante de VIAREGGIO, na Ligúria, Itália neste ano foi certamente o "jumbo" - superyacht da #CODEcasa. 

A união de tradição com o know-how combinaram se e serviu de  insight virtuoso e criativo. A explosão de criatividade - força única que quebra o molde: a evolução se torna revolução e transformação.O CODECASA JET é certamente um salto inovador e inesperado que surpreende e surpreende com suas linhas aéreas e com a evolução de estilo desenvolvida pela Codecasa Shipyards, que a está lançando no mercado, com o objetivo de definir uma nova tendência na indústria. Quem disse que o mar e o céu podem se encontrar no horizonte?

Com o Estaleiro Codecasa, a água e o ar se reúnem no projeto do novo CODECASA JET, de 70 metros de comprimento, que transfere em um iate algumas características estilísticas emprestadas da aviação. O novo projeto, nascido da visão e mão de Fulvio Codecasa, quebra o molde das linhas típicas da tradição marítima e dos iates construídos pelo Viareggio Yard, entre os quais se destaca como um exemplo único, destinado a definir uma tendência . Do ponto de vista estilístico, o CODECASA JET foi inspirado nas linhas de aviação típicas, que são transpostas no setor náutico. O resultado é algo que nunca foi visto antes no mar. As linhas são limpas e mínimas, os espaços exteriores e interiores são enormes.

A seção para a frente do iate, caracterizada por uma forma sólida e arredondada, lembrando o cockpit de uma aeronave que se abre como a proa de uma carga para dar acesso à área de atracação, é sabiamente iluminada pelo corpo central, uma espécie de fuselagem com um deck solar de tamanho notável (o projeto preliminar indica um comprimento total de aproximadamente 20,00 metros e uma largura de aproximadamente 10,00 metros). Este último é fornecido com todos os confortos e instalações necessárias para viver o mar em total relaxamento, como uma piscina recuada de 6,00 metros x 2,00 metros com colchões grandes para tomar sol e um ginásio coberto.

O deck do sol se estende até a seção traseira do iate, que se desenvolve verticalmente em uma forma sólida, lembrando a cauda de uma aeronave. Lá, o Beach Club, ao nível do mar, é servido por um elevador e conectado a um corredor e um Skylounge, com grandes janelas de vidro e 3,00 metros de altura, acomodando o salão e a sala de jantar principal, no nível do deck.

A área de proa do convés principal é totalmente dedicada à suíte do proprietário, enquanto os convidados são acomodados nas quatro cabines suntuosas no convés inferior, cuja área de frente é ocupada pelos alojamentos da tripulação. A cabine, então, localizada no convés da ponte é confortavelmente servida por outro elevador que conecta os três convés e fica diretamente adjacente, através de um corredor, à cabine do capitão.

Em um jogo contínuo de suspensão e equilíbrio entre as ondas e as nuvens, o Iate é fornecido com um heliporto para um helicóptero de tamanho médio / grande à popa e com uma área dupla nas laterais, no meio do navio, com entradas de ar que lembram um motor a jato.

Do ponto de vista do equipamento técnico, o novo CODECASA JET 2020, que deve se tornar o carro-chefe dos Estaleiros Codecasa, ainda está sendo finalizado. O edifício provavelmente começará na primeira metade do ano 2020.

Assim como os demais iates pertencentes à produção de Estaleiros Codecasa, este iate apresenta os renomados e altos padrões de qualidade, que tornaram o estaleiro famoso em todo o mundo. Além disso, ela recebe o mais novo equipamento técnico disponível no mercado, como as antenas de radar, que serão instaladas dentro de cúpulas de fibra de carbono, no estilo típico dos aviões AWACS.

O CODECASA JET 2020 será certificado pelas mais importantes Sociedades de Classificação e Autoridades de Bandeira, como o Lloyd's Register e o MCA, para garantir que a descoberta de novos horizontes seja sempre realizada nas melhores condições de segurança.

Vale a pena conferir no MIAMI BOAT de 2021, quando está previsto sua exposição, se o novo proprietário deixar, me informaram fontes segura - por ciúmes. 

Aos parceiros e amigos, 

Suce$$o ! 

Ornelas. 


Fonte: 
Assessoria de Imprensa Estaleiro Codecasa, Viareggio Ligúria. 
Revista Super Yacht Magazine, Julho de 2020. 

Foto: 
Assessoria de Imprensa Estaleiro Codecasa. 

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

SMART SEA: Certificações na Orla de Pollica.

A relevância das certificações internacionais para que um destino consiga manter a excelência em cada momento de uso da orla de mar, rio ou lagos. 

Foto: Stefano Pisani, Pollica, verão 2020. 

Após a visita ao município de Pollica, da região de Salerno na Campagna, ficou evidente que o trabalho iniciado por 2014 enquanto coordenador voluntário do Grupo de Trabalho do Turismo Náutico de Santa Catarina (GTT NAUTICO SC) estava coerente com as tendências internacionais. 

Em visita a Pollica na primavera europeia desde ano, pude entender que, agora dependendo de ações  urgente de aceleração as certificações fazem a diferença para a decisão de viagem a um destino de praia. Pollica está  está entre os 10 principais locais de excelência turística à beira-mar italiana. 

Pollica foi premiado com a Bandeira Azul, como o destino europeu do meio ambiente, em 2019. A cidade foi certificada com o "Selo Internacional das Cinco Velas de Meio Ambiente", desde 2000, um destino de vela. Em 2020 está organizando a certificação Estações Náutica, que no Brasil é operacionalizada pela Associação ANCORA DA ECONOMIA DO MAR, que terá as primeiras certificações no verão 2020/2021. 

Imagem: Comune di Pollica, Regione Salerno, Campagna, Itália.

Em Pollica ainda tem o selo de destino do no Guia "Italian Touring Club": este é o maior reconhecimento italiano de resorts à beira-mar capazes de combinar beleza da paisagem e qualidade das águas, gerenciamento correto do território e intervenções em conformidade com o meio ambiente. 

As praias de Pollica, de Acciaroli a Pioppi, localizadas no Parque Nacional Cilento, além do grande interesse naturalista e da sugestão dos centros habitados, imersos no verde da colina, são recompensadas pela qualidade dos serviços, como o percentual de coleta separada, a presença de serviços para os programas de educação para deficientes e ambientais.

Bandeira Azul- 5Velas - Touring - Estações Náutica, certificações inteligentes que promoção de destino e melhor uso dos recursos, faz diferença na promoção do destinos e no marketing de apoio à comercialização das empresas turística de Pollica, da região de Salerno, da Campagna e da Itália no ano da retomada do fluxo turístico pós vírus chinês. 

Para ser eleita pelo Ministério do Meio Ambiente com a cidade "rainha" do turismo, a Pollica passou em 128 análises e critérios, relacionados à qualidade do ambiente marinho, à eficiência de serviços relacionados, resíduos, energia, instalações de saúde e à oferta de alimentos e vinhos. 

O resultado foi reconhecido em reconhecimento à simpatia, conforto e autenticidade do local, o que há 15 anos faz parte da gestão pública da cidade que deseja manter-se no top de cidade VERDE-AZUL da Europa. 

Entre os 128 critérios de 4 mega certificações ambientais, sociais, esportiva e de impacto sócio-econômico os critérios que deixo como DICA UNIVERSAL de gestão de orlas são: 

> Uso da terra, degradação da paisagem, biodiversidade, atividades turísticas.
> Estado das áreas costeiras com Leis e entendimentos com a comunidade. 
> Acessibilidade a destinos e mobilidade local.
> Consumo e produção de energia.
> Sistemas de consumo de água e tratamento de águas residuais.
> Produção e gestão de resíduos.
> Toda e qualquer iniciativa para melhorar a sustentabilidade.
> Segurança alimentar e produtos típicos de qualidade. Ex.:Certificação da Dieta do Mediterrâneo.
> Oportunidade e qualidade do feriado, pacotes inteligentes com operadoras selecionadas. 
> Saúde e estrutura social.
> Além disso, os indicadores da qualidade ambiental da paisagem natural, costeira e urbana são incluídos na elaboração do julgamento geral, no que diz respeito à qualidade dos edifícios e à habitabilidade. 

Esses parâmetros se cruzam com os indicadores da qualidade da recepção: capacidade de acomodação, serviços turísticos, mobilidade, ciclo de resíduos, ciclo da água, limpeza do mar e das praias e presença de praias livres, aglomeração de costa e mar. presença de serviços de segurança no solo, presença de artesanato de qualidade, museus e locais de interesse cultural e ambiental, bem como o fundo do mar particularmente interessante para mergulhadores e serviços terrestres destinados a eles, serviços para pessoas com deficiência, para iniciativas capazes de melhorar a sustentabilidade ambiental.

Continuando para ajudar aos gestores públicos, pensar sempre em: 

> Medição e validade absoluta das águas balneares;
> Saneamento básico e industrial. Nenhuma descarga de água industrial e de esgoto perto das praias;
> Preparação pelo município de um plano para qualquer emergência ambiental;
> Preparação pelo município de um plano ambiental para o desenvolvimento costeiro;
> Água sem vestígios superficiais de poluição (manchas oleosas, sujeira, etc.);
> Praias com um número adequado de contentores de resíduos;
> Praias constantemente limpas;
> Dados e análise química das águas pelo menos em 24 meses antes de candidatar um certificação. 
> Balneabilidade comprovada pela Estado ou laboratórios credenciados aos órgãos ambientais; 
> Fácil disponibilidade de informações sobre regras de convivência e uso da orla pela comunidade e visitantes; 
> Campanhas e programação de sensibilização ambiental durante a temporada e nas escolas da cidade; 
> Número adequado de banheiros perto das praias;
> Estrutura de salva-vidas incluindo botes salva-vidas;
> Proibição absoluta de acesso a carros nas praias e nas imediações;
> Proibição absoluta de camping (ou churrasquinho) não autorizado;
> Proibição de trazer cães em praias não especialmente equipadas;
> Fácil acesso à praia e estacionamento identificado; 
> Sinalização das condições da águas (sistema de bandeiras dos bombeiros); 
> Equilíbrio entre atividades na praia e respeito pela natureza;
> Promover mais e melhores serviços de praia aos visitantes e usuários; 
> Acessibilidade - acesso facilitado para pessoas com deficiência;
> Bebedouros públicos - fontes de água potável;
> Iluminação pública na orla (se houver uso noturno); 
> Horários para esporte ou espaços de esporte à beira mar; 
> Telefones públicos, ou acesso  a internet ao chegar à praia.

Enfim, aqui, algumas dicas para sua praia de mar, rio ou lago não ficar de fora do mercado global de turismo de qualidade e garantir a sua comunidade um turismo sustentável e responsável. 

Aos amigos e parceiros, desejamos sempre, 

Suce$$o sempre, 

Ornelas. 


*Ornelas é um think tank da Essência Náutica do Brasil. Foi o coordenador voluntário do GTT NAUTICO SC (2011-2017). Fundador e Presidente da ANCORA (Ass. Nacional de Cooperação em Redes de Apoio à Economia do Brasil do Brasil) também desenvolveu o Pólo Náutico de Tijucas por meio do conceito SMART SEA criado por sua empresa, a OSN CONSULTORIA. É sócios em marinas no Brasil e fundou o Complexo Náutico TMC.  



terça-feira, 13 de outubro de 2020

SMART SEA - Futourismo na América Latina

REDE ANCORA (Associação Nacional de Cooperação em Redes de Apoio à Economia do MAr do Brasil), no âmbito do projeto de cooperação com Prefeituras e Governos Estaduais que entendem e trabalhem na valorização dos saberes e fazeres de essência náutica, com apoio do Ministério da Economia e Ministério do Turismo do Brasil, vem apresentar, em primeira mão os concidados do 1º SEA TOURISM LATIN AMERICA. 

Com a temárica -  O Mar de Oportunidades que Nos Une. O evento acontecerá em Brasilia nos dias 10 e 11 de Novembro de 2020 dentro do projeto "Smart Sea Saberes e Fazeres de Essência Náutica, idealizado pelo Presidente da ANCORA. 
Painel - “Turismo Náutico e Marketing Territorial”, que contará com a presença de docentes da Universidade do Algarve.
Painel -  "Turismo Náutico", Fernando Perna irá abordar o "Estudo sobre o Perfil e Potencial Económico-Social do Turismo Náutico no Algarve" e Paulo Carrasco irá falar sobre o estudo de caso "O produto turístico surf no Município de Aljezur".
Painel - " Conservação Ambiental e Estruturas de Apoio Náutico", onde a Dra Maria João Bebianno irá falar sobre a "Sensibilização para a gestão ambiental na atividade náutica", no painel dedicado à "Sensibilização para a Gestão Ambiental e Segurança na atividade náutica".
Painel - "Técnicas de animação náutica". 
JUSTIFICATIVA DO EVENTO:  O turismo náutico sempre foi uma parte importante da indústria do turismo e um fator de crescimento para muitos estados costeiros. Certos aspectos da globalização, como a liberalização dos transportes e comunicações, a revolução digital e o crescente interesse em viagens internacionais, favoreceram o setor. Isso levou a novos serviços inovadores e nova infraestrutura.
Desafios e oportunidades
Por outro lado, as consequências da última recessão global, o medo de uma nova recessão, os orçamentos nacionais apertados e o envelhecimento da população levantaram novos desafios. "Em tempos de crise ambiental, a questão da sustentabilidade é crucial; aumentar a conscientização ambiental não é apenas uma necessidade, mas também uma oportunidade". O turismo náutico é um importante fator econômico nas áreas costeiras. 
Entre 11 e 11 de Novembro 2020, um dia antes da abertura oficial do evento - Brasilia Náutica, o evento patrocinado pela Revista The Economist, abre o evento com a palestra intitulada "Cúpula do turismo marítimo: navegando em um mar de oportunidades", no Salão Nobre do Itamaraty.  
Executivos de alto escalão da política e da sociedade, bem como representantes de renome da UE e instituições internacionais participaram deste diálogo estimulante.


segunda-feira, 5 de outubro de 2020

ESSÊNCIA NÁUTICA - Novo Lago de Lugano na Suíça.


Ilha artificial e palco para óperas e concertos. 

Álvaro ORNELAS*


Durante a visita técnica realizada pela ANCORA DA ECONOMIA DO MAR à Prefeitura Municipal de Lugano, tivemos acesso ao projeto de requalificação e melhor uso da orla do famoso lago de Lugano. 

O projeto criado pelo escritório internacional de design e inovação do renomado arquiteto e amigo, Carlo Ratti Associati, em parceria com a Mobility in Chain (MIC), apresentou uma nova visão para a orla de Lugano, na Suíça. O plano proposto prevê um novo sistema de espaços para diversão do público, com uma ilha de jardim flutuante conectada por um novo sistema de navegação aquática e estradas reconfiguráveis, capazes de responder às pessoas em tempo real. O projeto visa aumentar o número de conexões entre a cidade e o lago, revisando a principal artéria de tráfego que atravessa a costa de Lugano.

Espaços projetados nos detalhes. 


A visão aborda a atual desconexão entre Lugano e seu lago. A orla congestionada se tornará parcialmente para pedestres, com a adição de um sistema de estradas dinâmico que pode ser configurado com zero, uma ou duas faixas em diferentes momentos do dia, além de superfícies compartilhadas com playgrounds e espaços de convívio social., Veículos autônomos elétricos e soluções de micro-mobilidade integrarão a mobilidade privada ao novo plano. A orla dinâmica proposta também inclui um sistema de sinalização inteligente, mobiliário urbano responsivo, infraestrutura que produz energia limpa a partir da absorção de calor e uma série de centros de mobilidade onde as pessoas podem selecionar seu modo de transporte compartilhado preferido.

Orla para as pessoas, dia e noite. E também espaço para cultura e entretenimento. 
Ao fundo a ilha artificial para showde consertos à espetáculos de ópera. 

“Lugano está comprometido em redesenhar o lago da frente e o centro da cidade para os futuros cidadãos, concentrando-se em uma atenção crescente a espaços públicos dinâmicos, a coexistência de diferentes vetores de mobilidade, o desenvolvimento de áreas verdes, o papel da água na vida da cidade, o impacto da paisagem e muito mais. ”diz Marco Borradori, prefeito de Lugano. “O caminho começou em 2018, quando o município se tornou público com sua visão e objetivos, identificando a inovação como um dos pontos-chave do desenvolvimento urbano. Esperamos que o próximo passo seja uma competição aberta para criar um novo plano diretor para a cidade de amanhã. Nosso desejo é que a visão em breve possa assumir a forma de um projeto realizado ”.

                                                   Area de convivência coberta e "vitrine d´água". 

“A distinta orla marítima de Lugano, situada entre os Alpes suíços e o lago glacial, é uma oportunidade de criar uma margem de resposta para a cidade, experimentando novas maneiras de misturar natureza e espaço urbano”, diz Carlo Ratti, sócio fundador da CRA e diretor de o Senseable City Lab do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.


“Ao analisar dados móveis e de tráfego e fazer backup da definição do conceito de mobilidade com uma abordagem científica baseada em modelo, apoiamos a visão urbana da CRA de transformar a fratura do eixo veicular de Lakefront de hoje em um espaço responsivo, hospedando novas soluções de mobilidade e permitindo que a orla seja ajuste dinamicamente ao vibrante ecossistema de Lugano ”, diz Federico Parolotto, sócio sênior da MIC.

A orla para as pessoas, Lago de Lugano, Suíça. 

A regeneração proposta foi inicialmente apresentada a parceiros privados envolvidos no Lugano Living Lab, uma plataforma colaborativa para promover o desenvolvimento urbano através da inovação na área. As empresas envolvidas no Lugano Living Lab e interessadas na regeneração de Lugano expressaram seu apoio ao projeto.


O foco da intervenção preserva o valor histórico da beira do lago projetada por Pasquale Lucchini em 1863 e a visualiza como uma zona de transição entre a cidade e a água. Entre as intervenções propostas, o plano de visão descreve maneiras de conectar fisicamente Lugano e seu lago - permitindo que a cidade se estenda para o lago graças a uma ilha flutuante recém-criada, acessível ao público. A ilha rotativa seria conectada à cidade por uma série de calçadões e hospedaria uma série de espaços públicos, incluindo um jardim para preservar a biodiversidade do lago Lugano.


O plano de visão para Lugano continua a pesquisa da CRA em espaços urbanos reconfiguráveis ​​que utilizam novas tecnologias para responder às necessidades das pessoas em tempo real. Exemplos anteriores incluem o MIND, o antigo local da Feira Mundial de Milão em 2015, reimaginado pela CRA como um “laboratório de vida urbana” - um novo tipo de espaço público com praças, hortas, escritórios, centros de pesquisa, faculdades universitárias, residências e espaços culturais que será integrado ao lado de áreas para agricultura urbana e o primeiro bairro do mundo planejado para mobilidade autônoma. Em 2018, a CRA também colaborou com a empresa irmã da Alphabet, a Sidewalk Labs, em Toronto, para desenvolver um protótipo de um sistema de pavimentação flexível que permite um maior grau de flexibilidade na maneira como uma rua é usada ao longo do dia. Além disso, o plano de visão para Lugano baseia-se em pesquisas do MIT Senseable City Lab sobre o impacto urbano da tecnologia de direção autônoma e modelos de mobilidade compartilhada.


Contato dos responsáveis pelo projeto: 

Projeto de CRA-Carlo Ratti Associati com MIC-Mobility in Chain

Consultor Criativo: Italo Rota

Equipe do CRA: Carlo Ratti, Andrea Cassi (gerente de projeto), Alberto Benetti, Chiara Borghi, Serena Giardina, Federico Riches, Galla Vallée

Equipe gráfica do CRA: Pasquale Milieri, Gary di Silvio, Gianluca Zimbardi

Equipe do MIC: Federico Parolotto (supervisor de projeto), Francesca Arcuri (gerente de projeto)

Com um time competente e repleto de soluções inspiradoras, começaram a desenhar o futuro das orla do famoso lago. 

Pensar a orla de forma moderne e melhorar o seu uso é um desafio do "velho mundo" e do "novo mundo", aqui no Brasil temos a chance de fazer do zero, isto significa, na prática que nossas propostas já nascem com mais acertos do que erros. 

A ANCORA DA ECONOMIA DO MAR ajuda proficiconais de arquitetuta e engenharia e criar soluções inovadora para projetos de orla, buscado o potencial do CONCEITO SMART SEA criado por nossa empresa de consultoria. 

Aos amigos e parceiros, desejamos sempre, 

Suce$$o sempre, 

Ornelas. 


*Ornelas é um think tank da Essência Náutica do Brasil. Foi o coordenador voluntário do GTT NAUTICO SC (2011-2017). Fundador e Presidente da ANCORA (Ass. Nacional de Cooperação em Redes de Apoio à Economia do Brasil do Brasil) também desenvolveu o Pólo Náutico de Tijucas por meio do conceito SMART SEA criado por sua empresa, a OSN CONSULTORIA. É sócios em marinas no Brasil e fundou o Complexo Náutico TMC.  


Fonte: 
Prefeitura Munipal de Lugano
Archi LOVERS, disponível em: 

Imagens: 
TIRESIA, the International Research Center of Politecnico di Milano. 

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Entrevista com o CEO da Azimut Brasil.

Brasil e América Latina, os melhores 
mercados para a náutica global. 


"O mercado náutico de Santa Catarina é um 
dos melhores do mundo"
Kátia Borges

Formado em administração de empresas na Itália e vindo de experiências no setor automotivo, o italiano Davide Breviglieri, 49, mora há 15 no Brasil e atua há cinco no mercado náutico, como CEO da Azimut Yachts, braço brasileiro do poderoso grupo italiano Azimut Benetti, maior fabricante de iates de alto luxo do planeta. Localizado na cidade de Itajaí, em Santa Catarina, o estaleiro da empresa  já produziu ao menos um grande sucesso nacional,   que  está sendo exportado para os Estados Unidos e países da América do Sul, o Azimut 42, que custa cerca de 700 mil dólares - o modelo de partida - e  tem como diferencial uma área para  churrasco no mar, instalada  na popa, que abriga frigobar, máquina de gelo e chopeira. Na contramão da crise, a Azimut teve um crescimento acima do esperado no ano passado, com faturamento de mais de 700 milhões de euros. O executivo esteve recentemente em Salvador para participar da  primeira edição do Aperitivo Azimut, "tentativa de aproximação maior com os clientes da Bahia", considerado um estado estratégico para a empresa, por conta de seu potencial marítimo. Conversamos com Davide na sede  da Marina Yachts,  representante oficial da marca no estado. Entre outras coisas, o executivo explica as  razões que levam o mercado de alto luxo a manter-se alheio à crise e qual o perfil dos consumidores "diferenciados".
O senhor já disse que a Bahia é  estratégica para a Azimut. Em termos de potencial náutico, como a situaria em relação a outros estados do país?       
Por sua situação territorial, a Bahia é um estado que  tem  um potencial náutico imenso e sempre foi  foco de interesse para nós. Mas apenas agora, a partir do fortalecimento da parceria com a Bahia Marina, conseguimos consolidar  um projeto de relevo. Infelizmente,  o mercado náutico não tem hoje   estatísticas oficiais que permitam situar a Bahia em relação a outros estados. Mas nossas pesquisas indicam   uma potencialidade de compra de  10% dos iates de luxo que pertencem à família Azimut. E este é um potencial que, do nosso ponto de vista, deverá crescer ainda mais expressivamente.

Sem estatísticas oficiais, como o interesse dos baianos pelos iates de alto luxo da  Azimut pode ser traduzido?           
Nossa aposta  na Bahia é grande e as perspectivas são bastante positivas. Apostamos em  um crescimento acima de dois dígitos por ano, o que, para nós, seria natural, dentro do projeto que estamos consolidando no país. Começamos a fabricação de barcos em 2011 e, hoje, já fizemos 35 embarcações. Então, dentro das nossas expectativas, da Bahia, esperamos entre 10% e 15% ao ano. 

Quais as novidades que a Azimut  traz ao mercado náutico do estado?          
Bom, somos o primeiro grupo no mundo em termos de proposta náutica de altíssimo nível e de altíssimo luxo. Então, na Bahia, a proposta é a mesma do nosso projeto no Brasil: oferecer uma experiência náutica que não se compara a nenhuma outra no país ou no mundo.

Está prevista a realização de um   curso específico para formação de tripulantes de embarcações de esporte e lazer em Salvador. Em sua opinião, há uma lacuna específica, nesse sentido, em relação ao Nordeste ou à Bahia?
Não, na verdade, há uma lacuna geral.  E a qualificação é um dos aspectos mais importantes do mercado náutico de luxo hoje no país. No ano passado, fizemos uma primeira edição, e o sucesso foi imenso. O que acontece é que o desenvolvimento do mundo náutico brasileiro é muito recente -  cerca de 15 anos - e os barcos têm hoje a bordo uma tecnologia extremamente sofisticada e que precisa ser utilizada com propriedade. Além disso, houve um crescimento no tamanho e na complexidade das embarcações, e a maioria dos marinheiros, embora experiente e com uma longa história no mercado e no mar, nem sempre acompanhou essas mudanças.

A  Azimut Yachts do Brasil teve um crescimento de mais de 15% no ano passado. Como a empresa conseguiu se manter ilesa em meio à crise econômica mundial?
Acredito que há dois cenários hoje que podemos considerar como elementos de análise. Um deles é o mercado interno de luxo. Este é, com certeza, um mercado diferenciado. Sentimos, logicamente, o momento que atravessa o país, mas o sentimos  de uma forma um pouco diferente, porque nossos clientes estão fora da média. Outro aspecto, o segundo aspecto, é que nosso projeto se confirmou de modo tão sólido, tão consistente,  que estamos agora preenchendo espaços que outros estaleiros internacionais não conseguiram manter. Temos uma vantagem gigantesca sobre eles, que é vender um produto com qualidade e características internacionais, mas com preços mais competitivos, pois o  custeio e as condições são made in Brasil. Alguns estaleiros concorrentes não tiveram a mesma sorte. Todas essas condições criaram um ambiente extremamente favorável para nós. E há ainda a exportação de barcos fabricados em nosso estaleiro, em Santa Catarina, que está sendo ampliada. Começamos pela América Latina e, no ano passado, exportamos o primeiro barco  para os Estados Unidos, que é considerado um mercado mais maduro, mais resistente a embarcações externas, mas que também é o maior mercado náutico do planeta, aquele que mais consome iates de luxo. Entrar nesse mercado foi  um grande desafio para nós. E estamos levando para lá o mesmo barco que produzimos e vendemos aqui.  

Qual a projeção de expansão do mercado náutico internacional  para 2016?
Como disse, o mercado náutico vai bem, apesar da crise. Especialmente os Estados Unidos e mesmo a Europa. Temos hoje apenas dois mercados na contramão dessa tendência positiva, que são os emergentes, Rússia e  China.   O que acontece, no caso específico da China, é que os chineses com alto poder aquisitivo não gostam de água. Quando decidem comprar um iate é por conta apenas do status, não por  amor ao mar. De todo modo, no ano passado, o mercado náutico mundial cresceu  entre 4% e 5%. A expectativa é de que esse ritmo seja mantido.

Quais os mercados náuticos internacionais com maior potencial hoje?         
A América Latina é, com certeza, nosso maior foco hoje.  E, pensando nesse mercado, criamos kits para o Azimut 42, que, no Brasil, são muito amados e que chamamos de "kits gourmet". Eles ficam na popa do barco e têm churrasqueira, chopeira e máquina de gelo. Mas, em termos de mercado náutico, de modo geral, eu destacaria Colômbia, Uruguai, Paraguai, México, Venezuela. Estes são países com grande vocação náutica. E mesmo a Argentina, hoje em crise,  tem uma história náutica ainda superior à do Brasil

Quem são os consumidores dos iates de alto luxo hoje no país?         
Os nossos clientes são pessoas que,  em geral,  já têm um envolvimento com o mercado náutico. Pessoas que já conhecem barco, que têm uma cultura de mar, que investem em uma cultura náutica bastante aprofundada. Não são novos-ricos, como muitos podem imaginar,  mas  pessoas que estão em evidência, que são bem-sucedidas e competentes em suas áreas e que, por conta disso, buscam um produto único, de padrão internacional. São empresários, artistas, gente que, por conhecer o mercado, busca o que há de melhor nesse mercado.

Qual o custo médio de um barco da Azimut hoje no mercado nacional?       
Hoje produzimos seis tipos de barco. Nosso portfólio de proposta econômica é em dólares, pois a maioria dos componentes usados em nossos barcos é importada. O preço de uma embarcação produzida pela Azimut  varia hoje entre 650 mil  e cinco milhões e meio de dólares. Os tamanhos também são variáveis, indo de 42 a 83 pés.

Uma característica específica do mercado brasileiro de iates de alto luxo é que os clientes têm procurado barcos com  dimensões cada vez maiores.
Sim, é verdade. A dimensão dos barcos no Brasil cresce um pouco mais do que no resto do mundo. E essa é uma lógica que talvez possa ser explicada a partir de vários elementos. Mas creio que a exigência por tamanhos cada vez maiores corresponda mesmo ao sonho dos clientes, que vem se concretizando, e isso - o tamanho do barco -  passa a ser parte de um projeto maior de lazer, que envolve a família, os amigos.

O senhor está há 15 anos no país. O que o atraiu e o fez ficar no Brasil?        
O Brasil é um desafio. Um país belíssimo e  que nos estimula, nos desafia o tempo todo. Além disso, fiquei apaixonado pelo mercado náutico  - embora ainda não tenha meu próprio barco (risos).


FONTE/Source: 
Jornal A Tarde em 07/03/2016 às 12:48. 
https://atarde.uol.com.br/muito/noticias/1750863-o-mercado-nautico-e-um-dos-melhores-do-mundo

IMAGEM: Jornal A Tarde