segunda-feira, 13 de maio de 2019

Importância do Turismo para o Brasil.

A Crescente Importância do Turismo 
como Atividade Econômica


Os deslocamentos, como necessidade temporária ou por lazer e entretenimento, sempre fizeram parte da história das civilizações. A partir de meados do século XIX, o turismo e a hotelaria foram sendo desenvolvidos, pouco a pouco, como atividades empresariais, mas foi no século XX que se constatou notável progresso tanto em termos quantitativos (número de viajantes, hotéis, agências, empregos diretos e indiretos etc.) quanto qualitativos (treinamento de pessoal,melhoramento da infra-estrutura etc.).

No Brasil, após uma fase de extração de riquezas (minerais e vegetais), o foco da atividade econômica dirigiu-se à agropecuária, perdurando ao longo de décadas. Posteriormente, desenvolveram-se as atividades industriais, ainda que de modo incipiente. Em meados do século XIX estavam aqui instaladas fábricas e oficinas dos ramos têxteis, vestuário, sabão, cerveja, fundição e vidros (dentre outros), ou seja, a estrutura industrial criada nesse período era dominada por indústrias leves. Na segunda metade da década de 1920, outros setores tradicionais (como alimentos, fabricação de chapéus e calçados) também se desenvolveram e, apenas a partir dessa época, iniciou-se a produção doméstica de cimento. A participação do café na pauta de exportação brasileira baixou de 71,7% para 47,1% no período 1935/1939, enquanto que a do algodão aumentou de 2,1% para 18,6%.
Tanto no primeiro governo Getulio Vargas (1930/1945) quanto no segundo (1951/1954) predominou o caráter industrializante de sua atuação e, pouco depois, Juscelino Kubitscheck (1956/1961) pôs em prática seu Plano de Metas – o objetivo de crescer “50 anos em 5” encontrou, nas metas quantitativas do plano, a referência para a adoção de medidas de incentivo ao investimento e o setor secundário da economia experimentou incrível impulso.

E muito se falou e se tratou das políticas agrícolas e industriais ao longo de todo o século.O setor serviços, que representa, atualmente, 57% do Produto Interno Bruto (PIB) do País, parece ter sido relegado a um segundo plano, possivelmente por ser muito pulverizado e pouco compreendido.

No exterior, existem as denominações “tourism industry”, “hospitality industry” e “entertainment industry” e, em virtude de se tratarem de atividades diversas com interrelacionamentos com vários segmentos da economia, chegou-se a afirmar que o turismo seria uma “indústria sem chaminés”. 

Mas, segundo a classificação oficial brasileira, trata-se de atividade do setor terciário, mais precisamente do setor serviços. A relevância do turismo para a economia foi, primeiramente, ressaltada pelos países desenvolvidos, de economia de mercado; a seguir, os países socialistas, em geral, também perceberam o enorme potencial do setor, cujos efeitos multiplicadores estendem-se, em maior ou menor intensidade, a dezenas de ramos de atividade (constituíam-se exceção – e hoje não mais – a China e a Albânia).

No que concerne ao Brasil, a primeira menção legal à atividade turística consta em lei como:
> Decreto-Lei n° 406, de 4 de maio de 1938, que dispõe sobre a entrada de estrangeiros no território nacional; 
> Decreto-Lei de  n° 1915, de 27 de dezembro de 1939, criou uma divisão de turismo e o de n° 2.440, de 1940, tratou, exclusivamente, das empresas e agências de viagens e turismo, como estabelecimentos de assistências remuneradas aos viajantes, impondo a obrigatoriedade de registro prévio junto a órgãos de governo como condição para funcionamento; 

> Decreto-Lei n° 55, de 18 de novembro de 1966, definiu a política nacional de turismo, criou a Embratur e o CNTur (Conselho Nacional de Turismo);

> A Lei n° 6.513, de 20 de dezembro 1977, dispôs sobre a criação de áreas especiais e locais de interesse turístico, bem como sobre o inventário com finalidades turísticas dos bens de valor cultural e natural; 

> Decreto-Lei n° 2.294, 21 de novembro de 1986, tornou livres, no País, o exercício e a exploração de atividades e serviços turísticos, salvo quanto às obrigações tributárias e às normas municipais para a edificação de hotéis.

> A Lei n° 8.181, de 28 de março de 1991, atual regime jurídico da atividade turística, mudou o nome da Embratur (de Empresa Brasileira de Turismo para Instituto Brasileiro de Turismo), definindo sua competência. 

> A Medida Provisória n° 1.794-8, de 31 de dezembro de 1998, permitiu a criação do Ministério do Esporte e do Turismo, e, em 1 de janeiro de 2003, através da Medida Provisória n° 103, tal ministério foi desmembrado, sendo reconhecida, pelo governo federal, a atividade turística como importantíssimo fator de desenvolvimento econômico e social.


Este é um resumo da legislação turística brasileira, que abrange igualmente segmentos específicos, tais como meios de hospedagem, empresas organizadoras de eventos, agências de turismo, guias de turismo, bacharéis de turismo etc. Tal fato mostra que não apenas o setor empresarial procura “explorar” o turismo, mas também o governamental (agora elevado a nível de ministério) não só regula a atividade, elabora planos e programas, faz propaganda de destinos turísticos no país e no exterior, incentiva pesquisas, promove eventos nacionais e internacionais etc. Enfim, a atividade turística é reconhecida e valorizada como importante fator para o crescimento sustentado da economia.

Texto adaptado por Álvaro Ornelas, do texto original de Maresguia Neto. 

Turismo Náutico, mais negócios para o Brasil.

Turismo com foco no mercado. 

Álvaro Ornelas* 

Pela primeira vez no Brasil, o Plano Nacional de Turismo (PNT) está estruturado com total foco no mercado. Coloca a responsabilidade em Estados e principalmente nos municípios do Brasil para criar estratégias inteligentes para aumento do fluxo turístico continuo por todos os meses do ano em seus territórios. E, ao mesmo tempo, é uma forma (e oportunidade) de convidar o micro, pequeno e grandes empresários da cadeiras produtivas do turismo a proporem investimentos com base em estratégias em nichos de mercado específicos.  

O Plano Nacional de Turismo 2019-2022 lançado em Decreto Presidencial na segunda quinzena de Maio de 2019 é uma ótima notícia para o setor turístico no Brasil, em especial para Estados como Mato Grosso, Santa Catarina e Rio Grande do Sul que detém conhecimento, investimetodores, potencial natural e humano para acelerar de forma exponecial sua performance no mercado turísticos Global. 

O PNT 2019-2022 está longe de ser um bom plano, mas pelo menos, aponta um macro-diretriz - foco no mercado. Ao mesmo tempo que parece natural e proposta é também uma posição clara e objetiva, coisa rara em ver em governos municipais e estadual, porém  não têm PLANO TURISTICO entendido e cooperado entre o poder público , os empresários e a entidades da sociedade organizada. A falta do planejamento integrada é a maior ameaça para constituir o "Destino Turístico Inteligente" largamento falado atualmente. 

A inteligência está em UNIR esforços diferentes em uma objetivo comum - tarefa difícil no turismo de forma geral. Diminuir as vaidades pessoais dos presidentes de associações turisticas, os interesses corporativistas de alguns empreendimentos e a falta de entendimento da classe políticas sobre o turismo são os desafios até 2022. 

Tenho usado por algum tempo a rash-tag #TURISMOsemCRISE em meus post, porque acredito que o turismo NUNCA ESTEVE em crise de mercado, a crise pior é a de EGOS. 

O que o novo PNT vem propor é a construção de PLANOS DE AÇÕES com #FOCOnoMERCADO  como um "norte turístico" para Prefeituras ineficientes e uma chance para que o empresário possa #pensarMELHOR sua estratégia de mercado e novos investimentos com a criação de  #açõesCERTEIRAS para gerar  #resultadosCONSISTENTES  e ao mesmo tempo uma oportunidade para acelerar nichos de mercados que pela ineficiência de gestão turística vem perdendo market-share em mercados globais, e em alguns casos, como no Turismo Náutico nem sequer apontam produtos a vendas nos principais operadores globais. 

Só no Estado de SANTA CATARINA há espaços para a instalação de grandes redes de "Alguéis de Barcos", porém se faz necessário uma legislação para que o segmento possa "existir" e atuar de forma competitiva no mercado global. Não estou falando só aluguéis de pequenas embarcações, as grandes são o que movimentam este sub-nicho de mercado (Economia do Mar> Turismo Náutico> Lazer Náutico> Serviços de aluguel > Super-Yachts), o entendimento desdas cadeias e suas características é que trabalhamos para INCLUIR e CONSOLIDAR um percentual desde mercado no litoral do Brasil. Depois vem a criação de roteiros e capacitação para que haja aumento da qualidade técnicas e a consequente QUALIDADE PERCEBIDA por serviços turístico, em especial em sub-segmentos, demandam mais esforços nas bases de cada cadeira de serviço. 

Em 2013, quando apresentei o conceito #SmartSEA como estratégia de rápido entendimento sobre o que PODE e o que DEVE ser trabalhafo primeiro para iniciar "NOVOS NEGÒCIOS" compatíveis com o potencial de cada nicho e sub-nicho de mercado. 

Outro exemplo vem do Estado de Mato Grosso, onde há o "maior CORREDOR DO ECOTURISMO" do mundo, uma produto que tem condições (potencial de mercado) para competir com os destinos como África do Sul, Tanzânia , Thailandia e Kênica no eco-turismo global. POrque não tem market-share? Porque não há PLANEJAMENTO ou estatratégias para "ver" o que pode ser feitos. Tem dinheiro, tem empresários TOP (acima da média), porém não conseguem formar uma INTELIGENCIA COLETIVA para que "norte turístico" do Estado de Mato Grosso seja compreencido. 

E por último, venho trabalhando o MAR DE DENTRO, no RIO GRANDE DO SUL. É uma Flórida (intercostal water) quando se fala em potencial náutico, o conceito SMART SEA está sendo introduzido para que os atores do turismo local e regional entendem forma de organizar melhor seu territórios em águas. Quando este municípios e região estiverem TRABALHANDO COM FOCO NO MERCADO do Turismo Náutico, certamente estarão entre os MAIORES DESTINOS de Turismo Náutico e ECOTURISMO do globol também. 

Espero que este novo PNT consiga UNIR esforços verdadeiras para que Santa Catarina seja um destinos turístico internacional na "potência máxima" ,que o Mato Grosso seja TOP5 destino de ecoturismo do globo e que "MAR DE DENTRO" do meu Rio Grande do Sul sejá o principal destino de turismo náutico da América Latina. Tudo isto é possível se as entidades deixarem seus egos de lado, se o empresário pensar grande juntos com as ações dos municípios - o turismo acontece no munícipios e na região de atuação. 

Suce$$o a todos amigos e parceiros, 

Ornelas


*Ornelas é um think tank da Essência Náutica do Brasil, Fundador e Presidente da ANCORA (Ass. Náutica de Cooperação em Redes de Apoio à Economia do Brasil do Brasil) também desenvolveu o Pólo Náutico de Tijucas por meio do conceito SMART SEA criado por sua empresa, a OSN CONSULTORIA. É sócios em marinas no Brasil e fundou o Complexo Náutico TMC.  

FONTE: 

domingo, 5 de maio de 2019

Curso de Motores Náutico

Conhecimento como estratégia de desenvolvimento territorial. 


Álvaro Ornelas* 


O Pólo Náutico de Tijucas é a estratégia do municípios para atrair investimentos privados para acelerar a Economia do Mar seu território. Para consolidar os serviços e a manutenção de embarcações, a FIESC e o SENAI** de Tijucas estão colocando, pelo segundo ano consecutivo, mais uma turma para o curso MECANICA BÁSICA PARA MOTORES NÁUTICOS



Entender de mecânica é algo que requer tempo e dedicação por parte de quem quer se qualificar para aproveitar a expansão do mercado náutico previsto para os próximos anos. O SENAI de TIJUCAS é parceiros da estratégia de aceleração da indústria, do comércio , dos serviços e do turismo náutico na Região da Baía das Tijucas em Santa Catarina. Este é o motivo principal do SENAI ao criar o curso: Mecânica Básica de Motores Náuticos, um curso que vai capacitar jovens para trabalhar na área de mecânica de motores marítimos com mais sucesso. 


O objetivo é fomentar a capacitação de novos profissionais na área de mecânica de motores marítimos. Não há pré-requisitos. Recomendável para quem cursa o Ensino Médio e deseja profissionalizar se com atividades náuticas.

As aulas acontecem aos sábado das 9h às 18h em Tijucas, com duração de 45 horas de aulas técnicas. Pagamento em 3 X R$ 233,00. 

Fone e contato: 048 9 8402-2509 (WhatsApp). 

Juntos vamos transformando a realidade em mais oportunidades de inclusão social, conservação das orlas e vislumbramos novas oportunidades de negócios. 

Até o próximo post! 

Aos meus amigos e parceiros, desejo sempre, 

Suce$$o! 



Ornelas. 

#ECONOMIAdoMAR #EssênciaNÁUTICA #SmartSEA 

*Ornelas é um think tank da Essência Náutica do Brasil, Fundador e Presidente da ANCORA (Ass. Náutica de Cooperação em Redes de Apoio à Economia do Brasil do Brasil) também desenvolveu o Pólo Náutico de Tijucas por meio do conceito SMART SEA criado por sua empresa, a OSN CONSULTORIA. É sócios em marinas no Brasil e fundou o Complexo Náutico TMC.  

** FIESC - SENAI: 
Informações gerais sobre cursos e disponibilidades: 
 https://www.sc.senai.br/cursos/detalhes/mecanica-basica-de-motores-nauticos/13665/45035

Referência Bibliográfica:
Ministério da Economia do Mar. Portugal, 2010. 
Blue Flag. Pesquisa on line, 2012. 

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Navegação de Cabotagem no Brasil.

A geografia do Brasil e seu processo de colonização fizeram com que a navegação de cabotagem fosse uma das primeiras atividades econômicas do país e protagonizasse o transporte de mercadorias desde a época da colonização até os dias atuais. 

No entanto, embora pareça natural que a utilização da navegação de cabotagem seja relevante no Brasil para o transporte de cargas, tanto pelo contexto histórico, quanto pela concentração da atividade econômica próximo à costa, passando pela grande extensão do litoral brasileiro – de aproximadamente 7.400 quilômetros –, não é isso que ocorre. O que se observa, atualmente, é que a navegação de cabotagem transporta um pouco menos de 11% da carga no país, mesmo sendo o meio de transporte mais competitivo, menos poluente e que tem o menor número de acidentes.

Volume potencial da cabotagem. Fonte: Ilos/EPL/Abac


A migração desse volume potencial geraria uma série de benefícios para o país. A redução da quantidade de viagens de caminhões nas rodovias resultaria numa redução de 10 mil acidentes por ano, ou 29 acidentes por dia a menos no país, considerando rodovias federais, estaduais e municipais. Considerando os custos das empresas embarcadoras com frete, a economia potencial anual chegaria a R$ 1,7 bilhão. 

Haveria ainda uma grande redução nas emissões de gases de efeito estufa, visto que a cabotagem emite, proporcionalmente, quatro vezes menos do que o modal rodoviário. Por fim, haveria um importante benefício quanto à soberania nacional, dado que, de acordo com a legislação vigente, a cabotagem só é realizada por EBNs, o que garante vínculo e compromisso da marinha mercante brasileira e de suas embarcações com os interesses nacionais.

      Manutenção necessária para cada modal (R$/1.000 TKUs). Fonte: Ilos/CNT

História da Cabotagem no Brasil

O processo histórico de colonização foi determinante para a navegação de cabotagem ser praticada no Brasil desde a chegada dos portugueses. Do século XVI até o início do século XX, período durante o qual os meios aquaviários eram a única possibilidade de transporte de cargas a longas distâncias, a navegação de cabotagem desempenhou um papel preponderante – às vezes, exclusivo – na interligação entre os portos brasileiros e na consecução das atividades comerciais.
Muito precárias até o início do século XIX, a indústria naval e a infraestrutura portuária somente começaram a experimentar um desenvolvimento mais significativo a partir de 1808, com a vinda da Família Real e a promulgação do Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas. 
Até o limiar dos anos 1930, em razão das péssimas condições de ferrovias e rodovias, além da restrita malha, a navegação de cabotagem era extremamente importante para o transporte de carga geral e a granel, sobrevivendo aos altos e baixos que vinha enfrentando no decorrer de sua história, com ciclos de abertura e de fechamento para operação de empresas estrangeiras. Essa situação começou a se modificar rapidamente a partir do governo de Washington Luiz entre 1926 e 1930 cujo lema era: “governar é construir estradas”, dando início a uma era de priorização do transporte rodoviário. Tal movimento foi consolidado no fim dos anos 1950, com a vinda e a implantação da indústria automobilística no governo Juscelino Kubistchek (1956-1961).
Graças às políticas governamentais e às linhas de financiamento, mantidas de forma persistente a partir dos anos 1950, no fim da década de 1970 a indústria naval brasileira atingiu seu ápice. O país atingiu o posto de segunda potência na indústria naval do mundo, gerando mais de 39 mil empregos diretos em 1979. 
O segundo choque do petróleo e o aumento da taxa de juros nos EUA refletiram-se em queda da demanda, pressionando o valor dos fretes, o que impactou o Fundo de Marinha Mercante, até hoje uma importante fonte de financiamento do setor. Observou-se uma deterioração da situação financeira dos armadores nacionais, acompanhada de drástica redução na atividade dos estaleiros instalados no Brasil. 
Na década de 1990, marcada pela abrupta abertura econômica ao mercado internacional e pela ampla política de privatizações, o setor aquaviário continuou enfraquecido. Viu-se a descontinuidade de planejamento e de execução de atividades no setor. 

A cabotagem no Brasil hoje

Atualmente, o modal rodoviário responde por quase 65% da carga transportada. Mesmo com o significativo crescimento que a navegação de cabotagem obteve nos últimos anos, ela hoje detém uma participação relativa de menos de 11% do total das modalidades de transportes.
Apesar de seu potencial, a navegação de cabotagem no Brasil está muito restrita à movimentação de poucos produtos, sobretudo ao transporte de petróleo entre as plataformas marítimas e o continente – decorrência de o país ser um grande produtor de petróleo offshore. Entre 2010 e 2016, o petróleo representou 75% da carga total movimentada. A movimentação de bauxita foi de 9,9% da carga total. Na sequência desses dois itens, respondendo por 5,8% da carga movimentada, está o transporte de contêineres. Salienta-se que o transporte de carga em contêineres, nesse período, apresentou um crescimento de 203% chegando a 10,6 milhões de toneladas transportadas, em 2016, chegando a mais que dobrar.
A grande capacidade operacional de movimentação de cargas da navegação de cabotagem gera ganhos de escala que resultam em vantagens econômicas, como: menor consumo de combustível por tonelada transportada, menor custo por tonelada-quilômetro transportado, reduzido registro de acidentes. Para transportar a mesma quantidade de carga de uma embarcação de seis mil toneladas, haveria necessidade de 172 carretas de 35 toneladas ou 86 vagões de setenta toneladas. Além disso, o menor consumo de combustível por tonelada-quilômetro transportado vai ter como consequência menor emissão de poluentes, um benefício ambiental.
A navegação de cabotagem é uma atividade intrínseca do país, que esteve presente desde a colonização. Ela desempenhou papel relevante no transporte de mercadorias durante séculos. Porém, nas últimas décadas, perdeu importância relativa em comparação a outros meios de transporte de mercadorias, como o rodoviário, apesar de ser o meio de movimentação de carga mais competitivo, menos poluente e com o menor número de acidentes. 
O conteúdo deste texto foi extraído e adaptado do artigo Navegação de Cabotagem Brasileira, dos autores Cássio Adriano Nunes Teixeira, Marco Aurélio Ramalho Rocio, André Pompeo do Amaral Mendes e Luís André Sá d'Oliveira, publicado no BNDES Setorial 47.​

Referências Bibliográficas: 

> BNDES, 2019 

> TECNOLOGISTICA

sábado, 13 de abril de 2019

Acessibilidade nas orlas: desafio de cidadania.

Nova parceria para melhorar a acessibilidade de cadeiras de rodas ao litoral


Álvaro ORNELAS*

As pessoas com deficiência agora podem descobrir facilmente se podem ter acesso às praias, marinas ou operadores de turismo de barco com a Certificação Internacional por meio do website Wheelmap.org.


Turismo Adaptado - Acessibilidade plena em Cabo Frio RJ 


O Wheelmap é um mapa on-line gratuito para encontrar e classificar lugares acessíveis a cadeiras de rodas em todo o mundo. O projeto é dirigido pela organização sem fins lucrativos "Sozialhelden", uma organização de direitos dos deficientes sediada em Berlim. A parceria da Bandeira Azul com o Wheelmap.org é um passo à frente para melhorar a facilidade de acesso da costa e fornecer informações sobre instalações acessíveis a cadeiras de rodas. As listagens da Bandeira Azul no Wheelmap contêm um link direto para o site blueflag.global , para que os usuários também possam se beneficiar de todas as informações detalhadas que são fornecidas lá.

COMO FUNCIONA?

O Wheelmap classifica a acessibilidade de cadeiras de rodas a locais públicos, como transporte público, restaurantes, playgrounds e sites de turismo em todo o mundo, usando um sistema de semáforo inteligente. As cores verde, amarelo e vermelho indicam se um local é totalmente, parcialmente ou não acessível para cadeira de rodas. 

Como todos podem atualizar facilmente a classificação de um site usando seu aplicativo ou aplicativo da Web, o Wheelmap ajuda a aumentar a disponibilidade de informações de acessibilidade para pessoas com deficiência. 

Os sites da Bandeira Azul agora se tornaram parte de uma coleção de quase 1 milhão de locais públicos avaliados pela comunidade Wheelmap e informações adicionais sobre outros 500.000 locais fornecidos por dezenas de organizações parceiras. Um exemplo de operador de barco acessível da Bandeira Azul, conforme listado no Wheelmap, pode ser encontrado aqui.

"Estamos muito satisfeitos por nossos dois projetos, que promovem turismo sustentável e eqüitativo de maneiras muito diferentes, uniram forças. Estamos trabalhando juntos para tornar as informações de acessibilidade facilmente disponíveis para milhões de pessoas com problemas de mobilidade que desejam aproveitar a costa e tudo o que ela tem a oferecer." falou Svenja Heinecke, Gerente da Comunidade Wheelmap

Com mais de 4.500 sites premiados em 45 países em todo o mundo, incluindo o Brasil, com 9 Praias certificados, a  Bandeira Azul desempenha um papel fundamental na divulgação de iniciativas inclusivas no setor de turismo costeiro. 

O intuito é dar acesso as informações da qualidade da acessibilidade disponível em cada orla. 

O real desejo é que TODOS CIDADÃO tenham acesso plena em onde habitam ou visitam, cabe as prefeituras a melhorarem todos os aspectos da acessibilidade à orla para as pessoas. 

Em Cabo Frio no Rio de Janeiro há empenho maior para este objetivo o Instituto Somar de Turismo Adaptado para prestar soluções para empresas e prefeituras com a qualidade internacional. A diretora Paloma Arias, trabalhou por 30 anos na Bandeira Azul da Espanha e Europa, e hoje é referência para a ampliação da educação sócio ambiental nas orlas do Brasil. 

Acessibilidade, compromisso de todos !!

Faça o bem, doe para ajudar esta causa: 
Banco Itaú Agência 8598 Cont 49.644-2 CNPJ 31.632.411/0001-23 


Suce$$o a todos amigos e parceiros, 

Ornelas


*Ornelas é um think tank da Essência Náutica do Brasil, Fundador e Presidente da ANCORA (Ass. Náutica de Cooperação em Redes de Apoio à Economia do Brasil do Brasil) também desenvolveu o Pólo Náutico de Tijucas por meio do conceito SMART SEA criado por sua empresa, a OSN CONSULTORIA. É sócios em marinas no Brasil e fundou o Complexo Náutico TMC.  


FONTE:
Instituto Somar de Turismo Adaptado 
Blue Flag Global, setembro de 2019

FOTO/IMAGEM:  
Instituto Somar - Turismo Adaptado


sábado, 6 de abril de 2019

Conceito SMART SEA


Conceito SMART SEA. 

Álvaro Ornelas*

O Conceito Smart Sea foi apresentado pela primeira por mim na reunião do GTT NAUTICO SC (Grupo de Trabalho do Turismo Náutico de Santa Catarina)  em outubro de 2012, por ocasião do fechamento do Plano de Ação para o ano de 2013. O Grupo foi criado para auxilair a atuação da  SOL (Secretaria de Turismo de Turismo de Santa Catarina) e ações que podem ser incluídas nos  orçamentos dos 22 municípios com potencial náutico os quais formavam aquele grupo de trabalho. Na época, a minha empresa OSN CONSULTORIA, de forma voluntária, era responsável pela coordenação dos trabalhos (de fevereiro de 2012 até maio de 2017). Depois motivos profissionais me afastei do grupo e não sei se houve continuidade dos trabalhos, infelizmente, o turismo não apresenta planejamento de longo prazo para atuação em grupos de trabalho. E em 2019, o turismo passou a ser entendido pela nova gestão do governo como parte do desenvolvimento economico sustentável, tenho fé que esta ação foi a mais acertada, porque acredito que o turismo deve ser essencialmente focado no mercado.  

No conceito SMART SEA, tem o desenvolvimento econômico sustentável como principal elemento. Para ordenar a complexidade e a multi-setorização foi falado também pela primeira vez oficialmente o termo: ECONOMIA DO MAR ao grupo. Assim os membros daquele grupo de trabalho tiveram a opotunidade de agir localmente no processo de identificação de ações ou projetos privados que possam acelerar o potencial economico do mar (ou rio e lago). E ainda poderam incluir ações de aceleração neste sentido em seus planejamentos municipais (ou propor um ao gestor municipal). 

Assim a ECONOMIA DO MAR e o conceito SMART SEA passaram a fazer parte do dia a dia das reuniões dando ao grupo foco em sua atuação, sempre com a visão de mercado da náutica nacional e internacional como o nortador das ações. 

Como resultado prático, os membros do grupo, começaram agir locamente nos seus municípios na identificação dos potencias existentes nas suas orlas de rios, lagos e do mar de Santa Catarina para "acomodar" ações certerias para resultados consistentes à INDUSTRIA, ao COMÉRCIO, aos SERVIÇOS e ao TURISMO NAUTICO, cluster que formam o hypercluster da ECONOMIA DO MAR segundo o conceito SMART SEA.

Por meio de uma vasta referência bibliográfica e vivências em missões empresariais de bechmarking o conceito SMART SEA foi "pensado" e esquematizado para justificar programas, projetos e ações que, de forma acertiva, podessem gerar resultados rápidos e certeiros ao mercado da náutica nacional e como piloto no Estado de Santa Catarina. 

Mais tarde consegui organizar grupo de consultores parceiros do Paraná, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Rio Grande do Sul um documento nortador para o Governo de Santa Catarina, entitulado PLANO MAR CATARINA 2030, que por motivos diversos foi ignorado pelo poder público e entidades representativas do setor náutico, mas serviu para o Município de Tijucas , com ajuda do SEBRAE e de meu network profissional a promoção de ações em eventos em Santa Catarina e no Genova Boat Show. O conceito foi apresentado no Seminário da Náutica Catarinense organizado por mim com o apoio do SEBRAE, do Governo de SC e da UCINA, Confederação da Náutica Italiana para apresentar as ações existentes sobre a náutica: GTT NAUTICO, Associação de Garagens Náutica de Santa Catarina, , Prefeitura de Tijucas e SEBRAE falaram no Seminário Internacional. Momento muito rico para apresentação do primeimo modelo de ECONOMIA DO MAR e do conceito SMART SEA para o mundo da naútica internacional. 

Ao mesmo tempo, loocalmente, o conceito aliçercou ainda o o Plano de Inteligência de Mercado para Tijucas (PIM Tijucas*), que propões a criação do Polo Náutico Tijucas. E ainda serviu de base para a criação do Complexo Náutico Tijucas Marine Center (TMC)**. 

A aplicação do conceito SMART SEA e suas fase de entendimento e uso no planejamento estratégico de municípios, empresas e sociedade civil organizada: 

Fase 1: O conceito SMART SEA fundamentou o trabalho junto ao grupo de municípios (5 anos). 
SMART SEA > ECONOMIA DO MAR > AÇÕES ISOLADOS NOS MUNICÍPIOS 

Fase 2: O conceito SMART SEA como base de formatação da Economia do Mar para o estado. 
SMART SEA > ECONOMIA DO MAR > PLANO MAR CATARINA 2030 

Fase 3: O conceito SMART SEA fundamentou a inteligência local do municipal em Tijucas. 
SMAR SEA > PLANO DE INTELIGENCIA TIJUCAS > POLO NAUTICO TIJUCAS

Fase 4: O conceito SMART SEA fundamentou o plano de negócios do Complexo Náutico TMC.
PIM TIJUCAS > POLO NAUTICO TIJUCAS > TIJUCAS MARINE CENTER 

Fase 5: O conceito SMART SEA fundamentou a contrução da Associação ANCORA*** e do Plano Brasil Náutico 2050. 
POLO NAUTICO TIJUCAS > TMC > ANCORA > PLANO BRASIL NAUTICO 2050

O trabalho não ficou em uma gaveta, foi usado a aplicado. Isto é motivo de satisfação e um "raio de esperança" que possamos avançar para uma modelo completo da ECONOMIA DO MAR e uma planejamento integrado entre o TURISMO CATARINENSE.

Vamos editar uma séria de posts para explorar as dimensões e as variáveis que formam o SMART SEA no intuito de ajudar mais ações certeiras para resultados consistes na economia do mar do Brasil. Em especial os impactos do conceito SMART SEA na aceleração terriorial regional do turismo - case Baia Tijucas em Santa Catarina.

Até o próximo post! 

Aos meus amigos e parceiros, desejo sempre, 

Suce$$o! 



Ornelas. 

#ECONOMIAdoMAR #EssênciaNÁUTICA #SmartSEA 

*Ornelas é um think tank da Essência Náutica do Brasil, Fundador e Presidente da ANCORA (Ass. Náutica de Cooperação em Redes de Apoio à Economia do Brasil do Brasil) também desenvolveu o Pólo Náutico de Tijucas por meio do conceito SMART SEA criado por sua empresa, a OSN CONSULTORIA. É sócios em marinas no Brasil e fundou o Complexo Náutico TMC.  

** Referência Bibliográfica:
WWTC. Relatório  da Competitividade do Turismo Global, 2009, 2011 e 2013.  
Ministério da Economia do Mar. Portugal, 2010. 
Participação na 1º Semana Azul em Portugal, 2010. 
Blue Flag. Pesquisa on line, 2012. 


FATO 1) Resultados do Polo Náutico Tijucas: 
> 1º Estaleiro na cidade: TOP LINE YACHTS, veja o website dele http://toplineyachts.com.br/
> 1º Cond Náutico: GOLDEN RIVER (https://www.youtube.com/watch?v=jGH4HAnIIB4)
> Instalação do Complexo Náutico Tijucas Marine Center (TMC).
> Projeto do Museu do Mergulho no Bairro Praça.
> Núcleo de Design Náutico UNIVALI em Tijucas.
> Cursos de Motores Marinizados no SESI Tijucas.

Fato 2) Conheça mais o sobre o TMC e o uso do conceito da Economia do Mar no desenvolvinento territorial de Santa Catarina no website: www.TijucasMarineCenter.com.br 

Fato 3) Conheça mais sobre a ANCORA no website: www.economiadomar.com.br 






segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Estação Náutica, certificação inédita na América Latina.

   
O mar que une Brasil e Uruguai. 



Álvaro Ornelas* 



A ANCORA** organizou o Projeto Estação Náutica no Brasil e Uruguai. É uma certificação com padrões internacionais de navegação e serviços.  

"As Estações Náuticas são, maioritariamente, destinos de costa e do turismo náutico. É uma excelente oportunidade para reorientar alguns destinos de sol e praia", falou o Phd Prof Lauro Barcelos do CCMAR de Rio Grande no RS.  

A certificação internacional - Estação Náutica, serve para agregar um conjunto de entidades locais e regionais identificadas com um território, envolvendo as administrações locais, entidades regionais e locais de turismo, clubes náuticos, marinas, portos de recreio, operadores marítimo-turísticos, empresas de meio de hospedagem e restaurantes com serviços especiais, entre outros, devidamente organizados em rede e seguindo um protocolo de ação por todos validado, respeitando os critérios da certificação Estação Náutica.  

Uma Estação Náutica constitui assim uma plataforma de interação com o objetivo de promover a cooperação em um território com relevância náutica entre municípios, empresas de serviços náuticos e as empresas turísticas, entre o setor público e o setor privado.

Segundo a ANCORA, fundamentalmente constitue um modelo que apresenta um conjunto de virtualidades para as organizações dos atores locais na formatação de uma expeirência náutica criada como expeirência no mar e atenda as demandas globais em serviços e entretenimento. 

É também mais uma forma de promoção turística e apoio à comercialização da oferta turistica existente. 

Outra estratégia é incentivar universidades parceira na elobaração de dissertações e tese sobre a relevâcia de certificações internacionais segundo previsto no conceito SMART SEA que foi desenvolvido em 2013 e e usado como base do planejamento estatégico da ANCORA e as Certificação Estação Náutica será a forma realizar ações certeiras para resultados consistentes ao mercado da náutica Brasileira alinhadas com a náutica global.  

A estratégia impacta também como mais um esforço em garantir a continuidade de fluxo turistico o ano inteiro. Assim a Estação Náutica gerante a realização de eventos esportivos no mar ou rios. Outro aspecto imortante é que o mar atrai um aumento nos gastos por visitante porque os serviços e compra produtos náuticos envolvido pelo esporte náutico, mergulho ou a navegação. 

Ao certificar um território como ESTACAO NÁUTICA a rede mundial de operadores e prestaççoes de serviços de navegadores globais de yachts, superyachts a motor e também os grandões da vela. Eles terão vário pontos no Brasil e no Uruguai para suas viagens de circunavegação na "Rota Fim do Mundo". 

Os parceiros midiáticos da ANCORA para o projeto  se encontram na Inglaterra, Itália, França, Uruguai e Argentina, no Brasil , será lançada uma publicação especial para auxiliar no marketing e na expsansão da informação. 

O mar nos une, para o Verão 2021-2022 teremos duas estações em Santa Catarina, duas Estações no Rio Grande do Sul, uma no Paraná e duas no Mato Grosso. Já no Uruguai teremos três, nos principais pontos turísticos. Um novo website www.EstacaoNautica.com.br será lançado em Junho de 2021 para apresentação dos canditados. 

A essencia náutica das comunidade e a vontade de inovar e promover o turismo estão formatandos um NOVO MODELO totlamente alicerçado nas DEMANDA DE MERCADO (#FOCOnoMERCADO) e a construção de ações mais inteligentes para resultados consistentes ao mercado é a GRANDE META. 

Sucesso a todos amigos e parceiros! 

Álvaro Ornelas* 
Consultor 

* Ornelas é consultor de desenvolvimento territorial credenciado no SEBRAE e ICABAV.                                       É diretor do Tijucas Marine Center. Criador do conceito SMART SEA que deu origem ao POLO NAUTICO TIJUCAS e ao entendimento sobre o pepal economico do mar e dos rios. Trabalha junto a Prefeituras e Governos Estaduais na estruturação de Economia do Mar no Brasil. 

** ANCORA - Associação Náutica de Cooperação em Redes de Apoio à Economia do Mar do Brasil 
(website www.economiadomar.com.br ) 

*** FEDETON - European Federation of Nautical Tourism Destinations
(website  www. nautical-tourism.eu )