terça-feira, 13 de agosto de 2019

O mar por vocação

As milhas pela regata, " o mar por vocação" 



Álvaro ORNELAS*

Um texto vibrante que encontrei no Jornal da Economia do Mar durante o 2º Jantar da Limpeza dos Oceanos em Monte Carlo. Compartilho com todos a partir de agora. Um navio. O NRP Polar. 17 tripulantes dos quais dez cadetes. Uma travessia: Funchal – Las Palmas. O objectivo era relatar e aprender e, desta feita, participar na regata oceânica que une nações. Ultrapassou os limites – para o bem e para o mal – a regata épica.

 Espera-se o vento. Quando vem, espera-se ganhar as batalhas travadas com o estômago
14h30 – porque a pontualidade britânica também é marco da Marinha Portuguesa, o navio está quase pronto para sair da Marina do Funchal. Sempre a rigor: uniforme de vela azul, com o boné e até casacos identificados, com o respectivo EPI (Equipamento Proteção Individual). Os cadetes da Marinha e os oficiais, juntamente com o Sr. Comandante, o capitão-tenente João Neves Simões, preparam-se para partir a bordo do NRP Polar, na terceira e última etapa da Discoveries Race 2019. A partida faz-se tranquila. Às tantas, tranquila demais, falta o essencial: o vento. Disputa renhida entre o NRP Zarco e o NRP Polar, que, lado a lado, estão quase imóveis, enquanto os restantes veleiros seguem quase em linha recta, ao alcance de uma moldura. A faina de largada (momento em que todos ocupam os seus postos) dá-se algures pelas 15h. Entre a máxima atenção ao mínimo vento que sopra e o arriar e içar das velas, o serviço não pára no percurso que começa pouco expedito. No entanto, com uma agradável surpresa – um cumprimento, a bombordo, do navio patrulha da marinha portuguesa, NRP Tejo, onde todos param, em sentido, por breves instantes, para cumprir uma tradição. 
16h30, apontando as coordenadas para Las Palmas, ainda que numa calmaria tal que dificulta a navegação no ECDIS (sistema de navegação), que diz quase tudo. Mediante um estudo-caso prévio, este instrumento, que funciona com vectoriais, traça uma rota – a melhor rota tendo em conta as condições. E já a fazer leme, com um rumo de 150/160 graus, há que ter em atenção o tal instrumento. Tudo o que seja desvio do “quadrado” é tempo perdido em Las Palmas. Ainda assim, o imediato afirma que nada é estanque e que qualquer ajuste pode ser repensado.
E, de repente, eis que se sente um sopro. Será hora de faina da vela? Há que preparar para arriar a genoa, que seguia içada devido ao pouco vento, e içar a bujarrona. A vela entrará por estibordo. Estarão preparados para cambar? “Quem estiver disponível diga ao senhor imediato”, refere o sr. comandante. Primeiro a vela grande, desejavelmente as duas ao mesmo tempo. E, por fim, ajustes finais: a vela está cheia? Será que tem muita boca? E uma retranca a meio? Um momento onde também os cadetes podem analisar a situação. O conselho de mestre: “olhem para o mar e vejam de onde vem o vento”, por forma a trabalhar com o pico e com a boca para esticar a vela. 

Todo este processo pareceu fácil e é na verdade trabalhoso. Cada vez que se registava uma faina de vela a bordo, trabalhavam, seguramente, para mais de dez mãos. Neste navio, também ele pesado, tudo é grandioso e trabalhoso. E porque o vento estava a despertar, agora nos 13 nós, as manobras começavam a mudar. Por essa altura, já não se avistava veleiro algum no horizonte. 

E porque o prometido é devido: 19 nós de vento marcavam as 18h21. Última dica: “sensibilidade”. “Fazer leme é o que é preciso”, explica o Sr. comandante, relembrando um ou outro pormenor, já familiares dos cadetes a bordo. A não esquecer estão também os baixios, até porque terá de se passar a três milhas das Selvagens. E assim o NRP Polar já segue esta regata oceânica a seis nós. 

Em raros momentos a nostalgia visita quem segue a bordo com uma banda sonora especial. Há quem cante, há quem apenas se encante. Mas nesses momentos algumas narrativas são inevitáveis, ainda que nada saudosistas – marinheiros e oficiais são bastante pragmáticos, mesmo quando o tal “sabor de sal” os faz passar menos bem. Mar agitado torna-se, por vezes, incompatível com o absoluto bem-estar a bordo, pelo menos para os “mais normais”, concluía-se. A verdade é que o mar também não tem estado fácil e o sentimento de impotência, por vezes, também se apodera dos “homens do mar”. 

É o primeiro anoitecer e o sr. comandante, antes de se retirar, deixa três salvaguardas: no caso de o vento aparente ultrapassar os 20 nós, de se notar alguma alteração de 60/90 graus que implique ajuste de vela ou exista alguma dificuldade de manobrabilidade há que chamá-lo.

Em alto mar também se comemora?

Também no meio do mar se comemora. O segundo dia da terceira etapa da regata é marcado por dois aniversários. A festa é dupla e é mais do que isso. O mar amanheceu enérgico, assim como o vento que chegou à noite para ficar. Condições a postos, tripulação de pé, segue-se a cerca de seis nós. O indicado para chegar no tempo limite. “Tudo o que vier à rede é peixe”, quer seja mais vento, quer seja mais vento e menos ondas. 

O quarto “dos duros”, como se auto-intitularam, segue pela manhã: o sr. engenheiro, tenente Pires, o sargento, mestre Graça, e os cadetes, o Poças e a Almeida da classe de Marinha, e o Figueira, fuzileiro, que, no caso, segue ao leme. Qual Nuno Tristão, Diogo Cão ou Bartolomeu Dias – não foram precisos sequer cinco minutos para uma bela de uma “wake up call”, que se pôde traduzir num gigante banho salgadinho. A vaga galgou o navio e embebeu todos quanto foi possível, inclusivamente este texto. Mas nada como acordar fresquinho. Nas palavras risonhas do “homem do leme”: “era mesmo o que estávamos a precisar”. 
O almoço, bifinhos com arroz, aprontou-se rápido e pela hora habitual, 12h20, alguma tripulação estaria a comer – o quarto dos duros e o quarto que entraria a seguir, ao meio-dia. E nestes instantes o episódio mais caricato, por incrível que possa parecer, é exibido pelas panelas que já volitavam na arrumação que sucedia o almoço. 
Ben Harper também passou a bordo. Mas os cadetes não conhecem. Conhecem outros temas. E só não seguiam a bordo composições de Caccini ou Bartók sob pena de se confundirem com o lindo cantar das sereias, que os marinheiros acreditavam ser as responsáveis pelos tais banhos de mar que por vezes se sentiam. Mas respeita-se a lei da rádio e também música portuguesa passa na “caixinha de música” que já fez mais milhas que muitos navegadores presentes. 
Costuma dizer-se que de médico e de louco todos temos um pouco. Ora teremos também todos uma veia poeta que poderá orçar à jornalística? Quando o tema é a reportagem que desta etapa sairá, há sempre títulos sugestivos. O que têm todos em comum? O mar. Sempre o mar. “Nós e o mar – azul por cima, azul por baixo”, reflecte o sr. comandante, ao contar algumas incríveis peripécias pelas quais já passou em missões. Se dava um livro? Certamente. 
O preparado das oito prometeu. Um prato cor-de-laranja, um pouco indiscritível, mas bastante saboroso e com atum fresquinho. Prato que aconchegou o estômago para o bolinho de chocolate que aí viria. Afinal, e apesar das condições, há que marcar o momento, ainda que de uma forma singela, do aniversário do Mestre Graça e o do Contra-Mestre Fortunato. 
“Fizeram o registo das 22h”? Pergunta um dos cadetes do quarto “dos duros”. Mas duros porquê? Ao que respondem, indagando: “Quem é que está sempre aqui? Quem dá segurança ao navio?”. A verdade é que é um quarto exímio, ou, por outro lado, pouco normal – ninguém “se marea”. 
As lendas são muitas. Mas a verdade, na opinião dos marinheiros, é uma. Alguém que, a dada altura, viajou no mar, quando pisou terra, sentindo-se de tal forma mal, revelou: “Há os vivos, os mortos e os que andam no mar”. A origem de tais palavras ainda é desconhecida, mas a sua sapiência é bem reconhecida. A noite termina com o Poças a ganhar medalha de melhor leme. 

AS (Alfa Sierra) – Escuto!
As únicas cordas dos marinheiros são a corda do relógio, a corda do sino e acorda para a vida. Este terceiro surge dinâmico, porque logo de manhã se fizeram ajustes de velas. E cada vez mais perto, os cadetes mal podem esperar por ver terra. Já imaginam o que farão, mas principalmente os bares onde comemorarão, até porque há mais um aniversário a bordo dentro de poucas horas, o da Sacramento. 
“NRP Zarco, daqui NRP Polar a chamar, escuto”. Algumas informações são trocadas e esclarecidas, seguidas de uma verdadeira aula de Código Internacional de sinais a bordo, usados para comunicar entre embarcações que não partilhem a mesma língua. As mensagens, ao que parece, incluem más disposições e médicos a bordo. 
São 18h30 e está na hora de preparar o jantar. “sr. Cabo, três ou quatro de massa?”. “Pois, se calhar quatro, o pessoal está todo contente que vai atracar”, responde. Há um turno a preparar o jantar e desta feita saiu massada de peixe, uma pequena delícia, ao que parece, preparada em poucos minutos. 
Também as passagens de turnos são marcadas por “protocolos”. Há que dar um pequeno resumo do sucedido para que os próximos possam prosseguir. “Vento força 4/5, nordeste, ondulação 2,3 metros, o NRP Zarco a 15 graus, não temos terra à vista, avarias desconheço”, entre outras informações. “Posso passar? Posso receber?”. Prossegue-se. 
Também as comemorações do centenário da Batalha de La Lys, travada no Sul da Flandres a 9 de Abril de 1918, foram acto no palco das memórias partilhadas a bordo pelos fuzileiros que participaram nas cerimónias em França. Assim se antevê o peso e, de alguma forma, a responsabilidade que já carregam estes aspirantes pela sua nação. Nesta batalha, considerada o momento mais traumático da acidentada participação portuguesa na Primeira Grande Guerra, os portugueses perderam praticamente metade das suas forças, ficando reduzidos a pouco mais de uma divisão. Talvez seja por isso que, para estes marinheiros, pequenos enredos passem distraídos por entre a força de quem já testemunhou ou testemunhará ainda grandes missões onde cada minuto é diferente e ser e estar ombro a ombro com os companheiros é o que de facto importa. 
E, quase a passar a linha de chegada, os ânimos ao rubro não deixam de serenar para colocar em prática, mais uma vez, tudo o que têm vindo a aprender e preparar o navio para atracar. Chegam no crepúsculo, mas o cenário continua incrível. Avistar terra sabe bem e, entretanto, avista-se igualmente um grande e iluminado navio mercante. A atrapalhar estão umas quantas embarcações pela frente, umas quantas bóias, o costume. Nesta situação, os srs. cadetes têm de ser os olhos do sr. comandante.
Inúmeras considerações. Quando já se avista uma luz ou uma embarcação, passamos pela proa? Há uma luz amarela de cinco em cinco segundos, com alcance de cerca de 4 milhas. Bóia número 33 P. Entre folgar o amantilho, trancar a estibordo, colocar a retranca a meio e tantos outros alinhos, com o auxílio do bote que lançam para o mar, para fazer o reconhecimento do local e do bote do NRP Zarco que prestavelmente veio acolher-nos, o NRP Polar atraca, sem problemas. Agora o NRP Zarco já tem um vizinho: o NRP Polar. No final fomos os últimos, mas porque os últimos são de facto os primeiros, o NRP Polar está de parabéns, não só pelos aniversários que festejou a bordo, mas por mais um punhado de milhas cheio de sorrisos e, acima de tudo, de muita aprendizagem.  
Talvez o ponto final no mar não faça sentido, terminamos com AS (Alfa Sierra) – Escuto. E até às próximas milhas! 
Diarista do Jornal da Economia a bordo do NRP Polar na terceira e última etapa da Discoveries Race 2019. Desde já, um obrigada, do tamanho das 293 milhas que percorremos, à Marinha Portuguesa e, em especial, ao sr. comandante Neves Simões pelo convite para partilhar tais milhas que se transformaram em aventuras – em histórias.
Espero que tenham curtido! 
Suce$$o a todos amigos e parceiros, 

Ornelas


*Ornelas é um think tank da Essência Náutica do Brasil, Fundador e Presidente da ANCORA (Ass. Náutica de Cooperação em Redes de Apoio à Economia do Brasil do Brasil) também desenvolveu o Pólo Náutico de Tijucas por meio do conceito SMART SEA criado por sua empresa, a OSN CONSULTORIA. É sócios em marinas no Brasil e fundou o Complexo Náutico TMC.  

FONTE: 
Jornal da Economia do Mar, http://www.jornaldaeconomiadomar.com 



sábado, 13 de julho de 2019

Novos Destinos de Turismo Náutico e Orla.


Ervino-Praia Grande:
Destino para sua felicidade.

Álvaro Ornela* 

Praia do Ervino-Praia Grande em São Francisco do Sul em Santa Catarina é uma destas viagens que visam criar uma conexão profunda entre o viajante e a natureza local. A demanda do turismo hoje é viver dias e noites incríveis, se conectando com nossas próprias essências através de experiência por meio do contato com a natureza, em  trilhas, cachoeiras, mar, ilhas desertas, canais, montanhas e claro, a cada parada uma pausa para entendermos o nosso SER em relação com a NATUREZA local existente em São Francisco do Sul.  

Ao escolher destinos de natureza, em especial no litoral de Santa Catarina ainda, em 2019, causa espanto que há muito para ser descoberto e a minha nova opção de lazer é a o Ervino-Praia Grande em São Francisco do Sul, considero o mais novo destino turístico do litoral mais famoso da América Latina – o MAR de SANTA CATARINA.

Chamada carinhosamente “do Ervino”, na verdade é a Praia Grande (ou Praia do Ervino) para mim é Ervino-Praia Grande, foi assim que descobri esta grande extensão de areais brancas no oceano Atlântico, cercada pelo Canal do Linguado que dá acesso à Baía Babitonga e todas suas atrações do Turismo Náutico, Ecoturismo e gastronomia contemporânea já existem neste paraíso. Sem falar que é próximo do Centro Histórico e a encantadora Prainha.

Com vista para o Arquipélago do Tamborete: Ilha do Norte, Ilha do Porto, Ilha do Maio, Ilha Rema e a Ilha do Sul são locais para exploração pelo mar. Ilhas desertas e repletas de vida marinha e espaços para relaxar. E há mais opções para explorar, mais ao sul a Ilha dos Remédios, Ilha das Araras e a Ilha Feia (que é linda) tornam-se mais opções para o que curtem o mar como eu. Visitei também o Balneário Barra Sul, que inicia (ou começa) no Canal do Linguado que divide o Ervino-Praia Grande do Centro de Barra do Sul. Para nós turistas, não vemos fronteiras, mas sim mais opções de lazer e divertimento. Barra do Sul – Ervino – Centro Histório – Parque do Acaraí – Prainha, tudo isto forma um grande destino de praia e turismo do Brasil.

A Av. Atlântica corta a Praia do Ervino-Praia Grande da Barra do Canal do Linguado passando pelo Parque Estadual do Acaraí, uma reserva ecológica que deixa na Ilha de São Francisco uma das maiores áreas verdes urbanas e vai até a Prainha. Estrada Parque com espaço para surf, observação de aves, atividades de wake e claro praia limpa e bem cuidada. Afinal a maior parte desta orla faz parte de um parque estadual.

Assim com praias de areia branca, águas cristalinas, 8 ilhas, 1 parque ambiental, 1 canal, mais a Baía Babitonga além de todos atrativos de São Francisco do Sul, faz efetivamente a Praia do Ervino–Praia Grande em mais uma grande opção de turismo na orla da América Latina e do Brasil. .

Vamos ouvir mais e mais desde “(en)canto” de Santa Catarina,

São Francisco do Sul destino de felicidade - Praia do Ervino-Praia Grande!

Suce$$o a todos amigos e parceiros, 

Ornelas


*Ornelas é um think tank da Essência Náutica do Brasil, Fundador e Presidente da ANCORA (Ass. Náutica de Cooperação em Redes de Apoio à Economia do Brasil do Brasil) também desenvolveu o Pólo Náutico de Tijucas por meio do conceito SMART SEA criado por sua empresa, a OSN CONSULTORIA. É sócios em marinas no Brasil e fundou o Complexo Náutico TMC.  

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Eco-labels para o Turismo Náutico.


Ecologia e boas práticas
Eco-certificações para a Praia do Ervivo-Praia Grande garantirão a conservação ambiental e o desenvolvimento tão desejados.

Álvaro Ornelas*

Quando uma comunidade deseja conservar o meio ambiente reflete um estado evoluído de cidadania, democracia e ao mesmo tempo promove a inclusão social de todos em seu território. Na Praia do Ervino-Praia Grande em São Francisco do Sul, em Santa Catarina, agora em 2019, tem uma grande oportunidade de transformar todo o bairro em um exemplo de conservação, inclusão social e de geração de novos negócios no litoral de Santa Catarina por meio de um conjunto de Lei e atitudes que devem ser incluídas no novo Plano Diretor local.  

Para facilitar o entendimento do que pode ou não ser feito para a Praia do Ervino-Praia Grande, uma possibilidade real, seria trabalhar a comunidade local e o poder público de São Francisco do Sul para a adoção de boas práticas de uso de orla e desenvolvimento territorial.

Uma “eco-label” internacional pode ser ao mesmo tempo uma oportunidade para educar a comunidade e os visitantes no melhor uso das orlas e espaços públicos da Praia. Na prática o interesse é a educação-ambiental como forma de promover o turismo e o desenvolvimento das cadeias produtivas do turismo em um território.

Aqui em Santa Catarina, ajudei a implantação da Bandeira Azul na cidade de Governador Celso Ramos, na última temporada foi a cidade com maior número de Praias inscritas no programa europeu. Esta é uma das diversas “eco-labels” existes no mundo. Faz sentido à São Francisco do Sul e, em especial, à região do Parque do Acaraí mais a Praia do Ervino-Praia Grande, Canal do Linguado e Baía da Babitonga, sem falar nos arquipélagos e na orla em buscar critérios e reconhecimento nas diversas formas de conservar, que na prática é – buscar boas práticas de uso na orla e de toda a Praia do Ervino-Praia Grande.

A ONU e a OMT (Organização Mundial de Turismo) vêm na indústria de viagens e serviços  (no turismo de forma geral) uma grande oportunidade para gerar a PAZ e promover o BEM ESTAR SOCIAL desejado. Ou seja, o turismo, é, em sua essência, uma estratégia de ordenamento territorial e também é um agente de sustentabilidade plena (conservação, inclusão social e novos negócios). A Praia do Ervino-Praia Grande é um espaço que demanda excelente planejamento de longo prazo para que a qualidade de vida existente aqui hoje possa estar presente de forma similar em 2050 por exemplo. Temos que pensar a longo (e médio) prazo porque somos os responsáveis pelo nosso bairro, cidade, estado e País. Buscar por um “rótulo ecológico voluntário” é o desafio da Praia do Ervino-Praia Grande, atribuir às estâncias turísticas à beira mar que respeitem critérios relacionados com a gestão sustentável do território, entre outras coisas de pureza da água, limpeza das praias com o recolhimento adequado de resíduos, serviços eficientes para banhistas (novos negócios na orla) e adaptação para a acessibilidade na orla e inclusive ao mar (maior exemplo de cidadania, e mais oportunidade de negócios em serviços). Promover serviços de qualidade na orla, educar os usuários, re-invidicar ações adequadas do poder público, parecer trabalhoso e distrante de todos, na prática, é difícil, por isto se faz necessário gente do bem (sem vaidades pessoais) para atuarem como um “JURI-CONSELHO LOCAL” com sinergia para respeito aos critérios e a  legislação ambiental  já existentes no Brasil, em Santa Catarina e em São Francisco do Sul. Qual o primeiro grande passo é buscar que “território desejado” por todos? E consolidar as macro-diretrizes em um Plano Diretor que deverá ser respeitar e garantir a qualidade de vida de hoje para as próximas gerações. Estratégia já testadas e APROVADA em territórios semelhantes em Portugal (Parque Rio Formosa, Algarve) e na Itália (Cinque e Terre, Ligúria), que são cases de sucesso que transformaram áreas de insegurança jurídica e perigo ecológico em áreas de SUCESSO NO MERCADO TURÍSTICO por meio de certificações eco-labels ou eco-sociais, por exemplo, Patrinômino da Humanidade, Geo-Parques entre tantas várias outras certificações.

Ter o Parque Ecológico do Acaraí, uma orla de mar e o Canal do Linguado e a Baia Babitonga é , na prática, um grande oportunidade para que sejam buscadas certificações ecológicas para a Praia do Ervino-Praia Grande (as chamadas eco-labels). Assim todos que usarem ou frequentarem o Ervino, saberão o que podem e o que não devem fazer para respeitar quem vive e investe aqui. Teremos regras para viver, conviver e fazer negócios em nossa praia.

Queremos que mais pessoas naveguem por aqui, porém deve existir um código de conduta do capitão (ou velejador) da embarcação. Todos marinheiros sabem que não dá para jogar lixo no mar ou ao longo da costa; não dá para esvaziar as águas negras a bordo (esgoto) para o mar, águas costeiras e áreas sensíveis; não dá para jogar resíduos tóxicos ou perigosos no mar (óleo usado, ou baterias descartadas, tintas, solventes, detergentes, etc.). Todas as regras exigem também ORDEM PUBLICA, para criar espaços adequados para bom uso. Nas orlas a comunidade e Prefeitura local deve prover  recipientes apropriados para descartes diversos. Ainda fazer a coleta separada de resíduos (papel, vidro, etc.); usar produtos ecológicos para manutenção em geral. As autoridades são responsáveis ​​qualquer forma de poluição ou outras violações que prejudiquem o meio ambiente porém EU, VOÇÊ e o turista que visita a Praia do Ervino-Praia Grande deve estar ciente que aqui tem regras claras de viver e conviver com a natureza e respeitar a cidadania de todo.

Identificar, catalogar e transformar em espaço de educação e entretenimento espaços de orla e vegetação. Deixar claro o quê é proibido e o que pode ser feito. Mostrar quais regras devem ser obedecidas, respeitar os períodos de proibição de pesca ou caça; proteger e respeitar animais marinhos e plantas da orla e região; respeitar áreas vulneráveis ​​e áreas naturais protegidas; evitar danificar o leito do mar, particularmente na presença sítios arqueológicos subaquáticos, ou seja, de forma constante promover a consciência ambiental entre todos os que passam pelo mar, orla e parque. Outro desafio, que pode ser Lei no Plano Diretor é reduzir tanto quanto possível o uso de água, eletricidade e combustível nas novas construções, estudar e apontar onde se pode ser construído postos de abastecimentos terra-água, marinas, postos de salva-vidas, estacionamentos, bares, restaurantes e espaços para comércio e serviços turísticos. Há demanda por este ordenamento de forma legal.   

Enfim, pensar agora, nas melhores estratégias para a nossa Praia do Ervino-Praia Grande, como queremos que ela cresça e o que não podemos perder em qualquer tempo – a sua qualidade de vida. Temos a oportunidade agir agora! E garantir ações certeiras para resultados consistentes da conservação ambiental que tanto desejamos para São Francisco do Sul e para a “convidativa” Praia do Ervino-Praia Grande, seja de fato um grande novo destino turístico de orla da América Latina.

Suce$$o a todos amigos e parceiros, 

Ornelas.





*Ornelas é um think tank da Essência Náutica do Brasil, Fundador e Presidente da ANCORA (Ass. Náutica de Cooperação em Redes de Apoio à Economia do Brasil do Brasil) também desenvolveu o Pólo Náutico de Tijucas por meio do conceito SMART SEA criado por sua empresa, a OSN CONSULTORIA. É sócio em marinas no Brasil e fundou o Complexo Náutico TMC.  


REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Leia mais e estude as formas que você pode mudar o “SEU MUNDO”!

Consultora Internacional em gestão de orla e acessibilidade no mar – Paloma Arias Cabo Frio, Rio de Janeiro.

Sustentabilidade – Metas do Milênio

Campanha e desafio de uma comunidade de orla turística – banir o plástico na orla e no dia a dia

Case de destino turístico que ganha com Certificações Internacionais – Cinque Terre na Ligúria, Itália.

Case de parque ambiental de turismo  - Ria Formosa, no  Algarve em Portugal

Regras de uso da orla (praias turísticas)

quinta-feira, 13 de junho de 2019

O Valor do Mar.


Álvaro ORNELAS*

O Valor do Mar revela a importância do oceano para os brasileiros em todas as suas dimensões - social, econômica, cultural, histórica, ambiental, científica, estratégica e geopolítica - e propõe uma reflexão sobre a necessidade do país ter um projeto de desenvolvimento sustentável dos recursos do mar. 

Em 260 páginas, com dezenas de quadros, tabelas, mapas e fotos, com textos de jornalistas e especialistas do Brasil e do exterior, a obra retrata a situação atual de nosso mar em atividades como portos e logística, transportes, indústria naval, energia, petróleo e gás, pesca e aquicultura, biotecnologia e meio ambiente por rigoroso levantamento jornalístico. Mas vai além e evidencia a relevância do mar (e dos rios) na cultura brasileira como fonte de lendas e tradições  presentes na mu´sica, artes, folclore, literatura e religiosidade e destaca a presença na culinária regional, turismo, esportes e em nosso quotidiano.Para enriquecer o conteúdo.

"O valor do mar - Uma visão integrada dos recursos do oceano do Brasil" apresenta modelos de desenvolvimento sustentável dos recursos do mar já implantados por países da Europa, América do Norte e Ásia, preparados por um dos maiores especialistas em Economia do Mar da Europa.


Espero que tenham uma boa leitura !!  
Suce$$o a todos amigos e parceiros, 

Ornelas


*Ornelas é um think tank da Essência Náutica do Brasil, Fundador e Presidente da ANCORA (Ass. Náutica de Cooperação em Redes de Apoio à Economia do Brasil do Brasil) também desenvolveu o Pólo Náutico de Tijucas por meio do conceito SMART SEA criado por sua empresa, a OSN CONSULTORIA. É sócios em marinas no Brasil e fundou o Complexo Náutico TMC.  

Disponível à venda: 

Imagem:  Amazon.COM

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Guia de Navegação Recreacional em Áreas de Conservação Ambiental.

NAVEGAÇÃO DE RECREAÇÃO (TURISMO NÁUTICO) INCLUÍDA COMO ECOTURISMO EM 
ÁREAS DE CONSERVAÇÃO AMBIENTAL 
COM ESSÊNCIA NÁUTICA. 

Álvaro Ornelas*


A ideia de lançar um guia sobre a embarcação recreacional em Áreas de Conservação Ambiental foi apresentada pela ANCORA (Associação Nacional de Cooperação em Redes de Apoio à Economia do Mar do Brasil). Existe um enorme potencial de CONSERVAÇÃO com o melhor uso dos atrativos naturais , incluindo baías, costões, lagos naturais e artificiais e um enorme número de rios com potencial náutico. 

Nas Zonas de Conservação, com mais uso (com regras de uso e controle de fluxo) pode ser uma forma inteligente de conservação natural em orlas e da essência náutica dos territórios. 

A ANCORA, promoveu recentemente várias iniciativas destinadas a aumentar a conscientização dos barqueiros de recreio nas Áreas de Conservação na região sul do Brasil (RS, SC e PR). A ANCORA  apóia a criação de áreas marinhas protegidas e entende a importância de seu papel na conservação do meio marinho, lacustre e fluvial. 

No entanto, gostaríamos de salientar que as regras e diretrizes para a navegação nas muitas áreas protegidas diferem amplamente de área para área e em diferentes tipos de parques e pode ser confuso.

Existem regulamentos diferentes, dependendo de um determinado parque marinho ser estatal, federal ou municipal,  se for uma extensão submersa de um parque terrestre, se for um parque subaquático, se for um parque internacional, se for uma reserva natural - como no caso do Mar de Dentro no Rio Grande do Sul. 


Cruzeiros do Conhecimento do CCMAR de Rio Grande. 


O alcance da administração do estado para os governos locais e além, e os graus de proteção alocados a determinadas áreas, podem dificultar o uso correto desses importantes áreas de navegação. 

Estamos propondo um "Pacto de Navegação Sustentável" promovida pela ANCORA em conjunto com os municípios que desejam acelerar a sua "Essência Náutica" com base no conceito SMART SEA, a iniciativa inédita no Brasil, integra Associação Comercial de Punta de Este, ONGs internacionais e com o Departamento de Parques e Recreação dos Estados Unidos em Whashintog DC que forneceu a base para uma "reformulação" da Lei e métodos mais uniformes de melhor uso, Mais fácil de entender e SEGUIR. 

O guia será criado para que embarcações de recreio possam ter diretrizes para todas as áreas marinhas protegidas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Nas primeira edição. Logo mais informações serão organizadas para que as os responsáveis pelas embarcações tenha tudo na "ponta do dedos". a Itália na ponta dos dedos.

O objetivo deste guia é ajudar os velejadores e condutores recreacionais a aproveitar essas importantes áreas protegidas, respeitando a vida selvagem e seu habitat natural.


Suce$$o a todos amigos e parceiros, 

Ornelas.


*Ornelas é um think tank da Essência Náutica do Brasil, Fundador e Presidente da ANCORA (Ass. Náutica de Cooperação em Redes de Apoio à Economia do Brasil do Brasil) também desenvolveu o Pólo Náutico de Tijucas por meio do conceito SMART SEA criado por sua empresa, a OSN CONSULTORIA. É sócios em marinas no Brasil e fundou o Complexo Náutico TMC.  

Referências do Trabalho: 
OSN Consultoria, Florianópolis (SC)  
Universidade Federal do Rio Grande (RS)
Centro de Convivência Menos do Mar (CCMAR), Rio Grande (RS)
ICMBio de Pelotas 
Prefeitura de Pelotas 
Fundação de Turismo de Pelotas 
SEBRAE Pelotas 
Assessoria de Comunicação da ANCORA da ECONOMIA DO MAR.  


Foto/Imagem:  Drº Lauro Barcellos, Acervo CCMAR, fevereiro de 2019.