sexta-feira, 22 de julho de 2022

MERCADO DA INTELIGÊNCIA APLICADA AO URBANISMO DAS PESSOAS

 


Por Álvaro Ornelas*

Muito usa-se o termo “smart city”, que em realidade, torna-se um termo promocional para vendas no setor imobiliário. Na prática, é de fato, um novo olhar para as necessidades de moradia das pessoas com foco na convivência e no amplo uso da internet das coisas (IoT).

É neste ponto de convergência com os conceitos do urbanismo – NOVO URBANISMO e na intersecção dos avanços da tecnologia é que faz surgir os verdadeiros bairros inteligentes os quais formarão uma cidade inteligente (Smart City).

No mundo pós-pandemia, mais do que nunca ficou evidente quer as pessoas, em espacial no Brasil, estão morando de forma inadequada seus valores enquanto seres humanos, cidadãos e que esta discrepância na essência entre VALORES e SER HUMANO acaba impactando na qualidade de suas entregas profissionais, sejam elas quais forem.

As pessoas que residem em imóveis com áreas de 400 m2, estão repensando sua forma de morar, as pessoas que moram em imóveis bem menores ou não tem imóvel próprio também estão re-significando suas forma de habitar o planeta Terra.

E aí está a grande oportunidade do mercado imobiliário, o qual atuamos atualmente, estas demandas ressaltaram e tornou-se também, um grande mercado, onde a forma mais competitiva de acelerar territórios economicamente é por meio de uma aplicação bem mais inteligente dos conceitos de urbanismo, arquitetura e paisagismo com foco nas pessoas e a ampla aplicação de novas tecnologias para melhorar o dia-a-dia dos cidadãos e ao mesmo tempo, novos clientes no mercado imobiliário.

Prevê-se que o tamanho do mercado global de cidades inteligentes atinja US$318,8 bilhões até 2025, com crescimento estimado calculado (CAGR) de 25,29% (CAGR) até entre 2021-2026. A crescente urbanização com conceitos do novo urbanismo aliada ao rápido uso de tecnologias como internet das coisas(IoT), inteligência artificial (IA), tecnologia 5G e assim por diante estão aprimorando o mercado de cidades inteligentes (Smart Cities).

Além disso, o crescente uso de carros elétricos para fornecer mobilidade inteligente e o uso de conectividade avançada para oferecer infraestrutura inteligente também estão impulsionando o mercado de cidades inteligentes. Os crescentes investimentos de países em desenvolvimento, como Índia, África do Sul e nosso Brasil, para a implantação de tecnologia inteligente, estão impulsionando o mercado de cidades inteligentes.

Esses fatores somados são significativos e estão, portanto, alimentando o crescimento do mercado de cidades inteligentes durante o período de previsão 2021-2026.


Suce$$o ! 

💪🏻🎯


*Álvaro Ornelas é consultor especializado em aceleração territorial, atua no mercado imobiliário e turístico do Brasil. É diretor do Grupo Salomão. Um dos thinktank da Essência Náutica do Brasil, Fundador e Presidente da ANCORA (Ass. Nacional de Cooperação em Redes de Apoio à Economia do Brasil do Brasil) também com experiência no desenvolvimento do cluster de produção náutica em Santa Catarina e de regiões turísticas em todo no Mato Grosso e Brasil. Idealizador do conceito SMART SEA criado por sua empresa de consultoria. É também sócio em marinas no Brasil e em condomínios inteligentes.


Referências bibliográficas consultadas:

Grupo Salomão | www.salomao.capital

Ecole d´Tech de Lyon | www.esme.fr

Industy Arc | www.industryarc.com

South Poland CleanTECH Cluster | www.spcleantech.com


Imagem ilustrativa:

spcleantech.com


#SmartSEA, #SmartCity, #cidadesInteligente, #cidadeDasPessoas, #CRIAcomSabedoria, #NossaNATUREZA, #GrupoSalomão, #SalomãoGARDEN, #CondomíniosPERMAVILLE, #Permacultura, #PERMAculturaURBANA, #AçõesCERTEIRAS, #ANCORA, #ResultadosCONSISTENTES, #CliSALOMAO, #BairrosINTELIGENTES, #SmartCities, #ResultadosCONSISTENTEaosMERCADO, #CidadesInteligentes, #FOCOnasPESSOAS, #ORLASinteligentes, #ANCORAdaECONOMIAdoMAR, #SmartEducation, #SmartBuildings, #SmartGovernance, #SmartMobility, #SmartHealthcare, #mobilidadeInteligente, #SAUDEinteligente, #inovação, #innovation, #ECONOMIAdoMAR, #EssênciaNÁUTICA, #SmartSEA, #FUTOURISM, #TurismoNáutico, #ORLAS, #OrlasBrasil, #TURISMOdeSOLePRAIA

segunda-feira, 18 de julho de 2022

Smart Sea >> Novos investimentos MARINA, TURISMO, VINHO, SPA e REAL ESTATE.

 O hotel toscano da família Ferragamo tem villas com piscina privativa, tratamentos de spa com caviar e um vinhedo orgânico. Além das marinas da família. 


Leonardo Ferragamo, cuja Nautor Holding é proprietária da Swan, insta o governo italiano a apoiar o que chama de “turismo náutico” na Itália. Ele está usando sua Marina Scarlino na Toscana como modelo para atrair eventos de corrida, oferecer imóveis de alta qualidade e demonstrar como a redução da burocracia pode tornar a visita às marinas italianas uma experiência mais agradável.


Durante anos, a Itália tem ameaçado tornar o desenvolvimento do lazer costeiro uma prioridade, mas a política e as lutas pelo poder local intervieram. Mas a Atlante Marinas, cujo principal financiador é a Ferragamo, introduziu uma espécie de esquema de gestão tudo-em-um em Scarlino, na Toscana, que lhes permite controlar tudo, desde a atribuição de cais e eventos de vela até à concepção de imóveis e ao aluguer de produtos de alta qualidade. lojas e restaurantes na elegante galeria da marina.


Uma chave para este e outros esquemas planeados pela Atlante em Itália tem sido conseguir o apoio do governo. Roma aceitou que, se se espera que a iniciativa privada tome a iniciativa, a autorização de planeamento e os concursos devem ser mais fáceis, mais simples e livres de corrupção.


Altero Matteoli, Ministro italiano dos Transportes e Infraestruturas, disse numa conferência de imprensa organizada por Ferragamo e pela equipa de Marina Scarlino, que se necessário as leis seriam alteradas para facilitar o caminho para o desenvolvimento.


Matteoli também deixou claro que não haveria dinheiro do governo disponível na forma de subsídios, mas melhorias nas estradas na relativamente subdesenvolvida e bela área de Maremma, na Toscana, receberam luz verde e planos para tornar a base aérea Eurofighter próxima aberta para o uso civil continua a ser avaliado.


Ferragamo escolheu uma localização privilegiada para o “projeto piloto”, como ele o chama. A paisagem circundante da Toscana, com suas cidades montanhosas medievais, culinária excelente, incluindo alguns dos melhores vinhedos do país, praias premiadas e um grupo de ilhas remotas fazem dele uma jóia de um pequeno local de cruzeiro.


Na verdade, o arquipélago que compreende Elba, Capraia, Córsega, Sardenha e as ilhas menos conhecidas de Giglio, Montecristo, Palmaiola e Pianosa, não é apenas um destino de cruzeiro fascinante, mas também fornece o sotavento que protege a costa adjacente do mar agitado.


Não é por acaso que tanto Ferragamo como Altero Matteoli conhecem esta área há muitos anos como destino de férias e para Leonardo Ferragamo, que mantém o seu próprio Swan 90S Solleone em Scarlino, há uma oportunidade óbvia de desenvolver ligações estreitas com o Nautor’s Swan. Ele enfatiza que, embora o seu investimento na Scarlino seja através da Nautor Holdings, não tem qualquer ligação financeira com a empresa de construção de iates Swan, sediada na Finlândia.



Mas certamente está se tornando uma espécie de playground do Swan. Há quase uma dúzia de 45s invernando aqui, alguns 65s e um grupo de outros cisnes que podem tirar vantagem do 'estaleiro' construído propositadamente, que pode içar iates, mantê-los, repará-los e geralmente mantê-los agradáveis, tudo sob a mesma gestão . Claramente, o objetivo é encorajar os proprietários de Swan a migrar para cá com seus iates para navegar durante todo o ano e, possivelmente, investir em imóveis elegantes no local.


Marina Scarlino, que está aberta há cinco anos, mas agora está recebendo uma grande carona após sua aquisição pela Atlante, já se tornou uma base estabelecida para corridas de iates. É uma área bem conhecida pela fraternidade do automobilismo por causa da vizinha Punta Ala, onde fica a sede da operação da Copa América da equipe Luna Rossa.


Mas Scarlino faz questão de deixar a sua marca, alegando que está mais convenientemente localizado. Já este ano, Scarlino sediou a Copa do Mundo X-42, as séries de vela Audi Melges 20 e 32, a série memorial Giorgio Falck Swan 45, os nacionais finlandeses pela Itália e administra clínicas de match race até o grau 1V.


Ao contrário da crença popular, existem muitos locais no Mediterrâneo que oferecem algo além de nenhum vento ou muito vento. Scarlino é um exemplo, com uma brisa marítima regular acelerando à tarde, à medida que a ampla planície interior aquece rapidamente sob o sol do Mediterrâneo.


E não são apenas os marinheiros que podem beneficiar das instalações naturais. Excelentes trilhas para mountain bike e caminhadas, praias próximas, cidades montanhosas lindamente restauradas e muitas acomodações em fazendas restauradas tornam-no um local atraente para toda a família. 


Fonte: 

Revista Yachting World , março de 2022

Revista Travel+Leisure, julho de 2022


sexta-feira, 15 de julho de 2022

SMART SEA > Orlas Fluviais > Revitalização do Porto das Laranjeiras.

REVITALIZAÇÃO DO CAIS PORTO DAS LARANJEIRAS – MONTENEGRO/RS


 

REVITALIZAÇÃO DO CAIS PORTO DAS LARANJEIRAS
MONTENEGRO/RS

O Cais Porto das Laranjeiras é um Patrimônio Municipal de Montenegro/RS. A cidade iniciou ali, onde desembarcaram imigrantes italianos que ficavam algumas vezes por Montenegro ou rumavam para colonizar as localidades que hoje são Garibaldi e Bento Gonçalves. Após serviu como um importante entreposto comercial para as mercadorias que estes imigrantes enviavam da Serra Gaúcha para os comerciantes locais que os encaminhavam, de barco, até Porto Alegre.


Com o intuito de diminuir a frequência de inundações que afetavam a Vila, a Intendência da Vila de São João de Montenegro decide construir o Cais, tal obra minimizou as cheias em 1/3. Esta área, com uma história muito rica para a cidade, sempre foi um local muito querido e frequentado pela comunidade, porém está subutilizada por falta de um projeto que traga maiores atrações a população e resolva os problemas estruturais causados pela falta de manutenção e excesso de tráfego, não previsto em sua construção, que vem causando interdições frequentes na orla.

A recuperação e remodelação de espaços públicos é fundamental para ressignificar o modo de percepção do meio urbano para a comunidade. Espaços bem planejados com interação entre os fatores como natureza, moradores, comércio local, iluminação adequada, acessibilidade, reordenação dos fluxos, podem trazer uma nova vida ao local.



O conceito do projeto “Convergir para Viver” visa formar uma sinergia entre os usos e espaços criados, com o sentimento de bem-estar que estes trazem aos seus usuários. Com isso foi criado uma série de diretrizes para cumprir tal finalidade, como restituir a importância do Cais para a comunidade, remover o tráfego pesado por ambientes que priorizem os pedestres, proporcionar uma maior experiência com o Rio Caí, estimular a convivência, a contemplação, o bem-estar da população, estimular o desenvolvimento do comércio e da cultura local e promover acessibilidade em todos os pontos da orla.

Isso nos embasou para criar as soluções necessárias no projeto. Na questão estrutural, projetamos contenções nos taludes que, ao mesmo tempo promovem a transição do cais alto para o cais baixo, mas também proporcionam estares ao longo de sua construção. Foi remodelado o fluxo de veículos priorizando os pedestres, remodelando os acessos e pontos de chegadas dos usuários a Orla do Rio. 

Criamos espaços para o desenvolvimento do comércio, resgatando essa tradição antigo do Porto, através do desenvolvimento do espaço de food trucks e edificação de um mercado público. Foram criados espaços escalonados do cais alto, com um deck que avança sobre o talude do rio, no cais intermediário, com construção de plataformas para pesca e contemplação, além de estares, e no cais baixo, com locais para atracar barcos, lanchas, motos aquáticas, canoas, entre outros, todos com acessibilidade. 

Foi desenvolvida uma praça, com o intuito de dar continuidade a calçada de pedestre, um local de maior contemplação, atividades para crianças e um anfiteatro para atender artista locais e fazer jus ao título de Cidade das Artes que Montenegro tem.

Fonte:https://premioiabrs.org.br/projetos/revitalizacao-do-cais-porto-das-laranjeiras-montenegro-rs/#&gid=1&pid=2 

sábado, 23 de abril de 2022

O Mar e a Orla.

FUTOURISMO | Qual é o futuro das orlas do Brasil? 


A pergunta acima não tem resposta certa. Pode ser dimencionada para a sua cidade, bairro ou ruas frente mar sem fórmulas, mas baseada na cooperação em redes de apoio à conservação ambiental e melhor uso de orlas. 

Desafio do Brasil é realizar o seu gerencimento costeiro de forma sincronizada entre os saberes e fazeres das pessoas (social), com a conservação ambiental e com a inclusão de empresas e iniciativa privadas no contexto. 

Suce$$o! 


Ornelas. 

#ECONOMIAdoMAR #EssênciaNÁUTICA #SmartSEA #FUTOURISM #TurismoNáutico #ORLAS #OrlasBrasil #TURISMOdeSOLePRAIA  

*Ornelas é um thinktank da Essência Náutica do Brasil, Fundador e Presidente da ANCORA (Ass. Nacional de Cooperação em Redes de Apoio à Economia do Brasil do Brasil) também desenvolveu o Pólo Náutico de Tijucas por meio do conceito SMART SEA criado por sua empresa, a OSN CONSULTORIA. É sócio em marinas no Brasil e idealizou e iniciou o Complexo Náutico TMC.  

** Artigo publicado na Revista VIP SHORE, Novembro de 2017, Santa Catarina.  





terça-feira, 22 de março de 2022

SMART SEA: Palhoça decide conservar seu Manguezal.

 Instituto Ambiental Palhoça Menos Lixo lança projeto Mangue Legal



Iniciativa visa promover ações para conscientizar e mobilizar a opinião pública sobre as áreas de mangue do município de Palhoça

 

Na segunda-feira (21 MAR 2022), o Instituto Ambiental Palhoça Menos Lixo lançou o projeto Mangue Legal, uma iniciativa que visa promover ações para conscientizar e mobilizar a opinião pública sobre as áreas de mangue do município de Palhoça.

O encontro foi às 20h30, na sede do Rotary Club de Palhoça, no Centro.

A reunião de apresentação contou com a participação de diversas instituições do setor público, privado e terceiro setor, além de movimentos sociais palhocenses. Entre eles, destacam-se Diretores de empresas parcerias, presidentes de ONGs que apoiam o movimento do ambientalista Leo Quint que articula a comunidade para o enfrentamento dos problemas sócios ambientais que Palhoça vive atualmente. Estiveram presenta a Polícia Militar Ambiental. No total, pouco mais de 30 pessoas estiveram presentes na reunião.

Além da apresentação, o encontro foi o ponto de partida do Projeto Mangue Legal, realizado através da parceria entre o Instituto Ambiental Palhoça Menos Lixo e a Associação de Pescadores da Ponte do Imaruim. 

Segundo a organização, o Projeto Mangue Legal deve resultar em ações de conscientização “sobre esse ecossistema, que é o mais produtivo do planeta”. “Contribui para a biodiversidade de relevância mundial, assegura a integridade ambiental da faixa costeira e é responsável pelo fornecimento dos recursos e serviços ambientais que sustentam atividades econômicas”, diz, em nota.

Ainda de acordo com texto do Instituto Ambiental Palhoça Menos Lixo, tais medidas são importantes pois “os manguezais no Brasil são vulneráveis a uma série de ameaças, tais como a perda e fragmentação da cobertura vegetal, a deterioração da qualidade dos habitats aquáticos, devido, sobretudo à poluição e a mudanças na hidrodinâmica, o que tem promovido a diminuição na oferta de recursos dos quais muitas comunidades tradicionais e setores dependem diretamente para sobreviver”.

A organização também reforça que o Projeto Mangue Legal tem como objetivo trazer o bioma do mangue para o centro do debate. “Ninguém preserva o que não conhece”, aponta.

Então, com ações informativas, a iniciativa deverá apresentar à população palhocense curiosidades sobre a importância dos mangues; o que eles têm a ver com a história do município; qual o tamanho dos mangues localizados em Palhoça; e muitos outros dados. 

Informações complementares, bem como a programação futura do projeto Mangue Legal, podem ser consultadas no perfil do Instituto Ambiental Palhoça

Menos Lixo no Instagram: @palhocamenoslixo.

 

 

Imagem: Jornal Palhocense Digital

Fonte: Assessoria de Comunicação Instituto Ambiental Palhoça Menos Lixo

Disponível em https://www.palhocense.com.br/noticias/instituto-ambiental-palhoca-menos-lixo-lanca-projeto-mangue-legal

 


quarta-feira, 9 de março de 2022

Planejamento com foco no mercado.

Da série histórico de suce$$os...   

Entrevista com Álvaro Ornelas, consultor da OSN CONSULTORIA que voluntariamente COORDENA O GTT NAUTICO SC

                      

ORNELAS afirma que setor náutico de grandes embarcações não sofreu impacto com a crise, e as empresas poderia estar exportando barcos se tivessem mais design, gestão internacional e certificações de qualidade para vendas na Europa e Estados Unidos.

Foto: Marcos Horostecki/ND

Como o Grupo de Trabalho do Turismo Náutico está contribuindo com o Polo Náutico de Tijucas?
– Atualmente são várias frentes de trabalho para o fortalecimento da economia do mar de Santa Catarina, tendo Tijucas como um dos grandes potenciais reais de mercado para auxiliar a indústria, comércio, serviços e turismo náutico. O Grupo de Trabalho Náutico, que é um órgão da Secretaria de Estado de Turismo, está atuando no desenvolvimento do turismo e serviços relacionados à economia do mar, em conjunto com a Fecomércio, FIESC, e principalmente com o apoio do SEBRAE que viabiliza ações de benchmarking e auxiliar na organização  do setor.  
– Porque você acha que isso demorou tanto para acontecer em Tijucas?
Dentro do GT, Tijucas é o case que mais acelerou seu processo de desenvolvimento em toda a Santa Catarina.
-Mas esse potencial é de conhecimento geral bem antes da criação do GT…
Bem, mas foi só em 2013 que o município começou a atuar em conjunto com o governo do Estado nessa questão e começamos a vislumbrar o potencial de Tijucas, trabalhando de forma cooperada. Eu diria que o projeto acelerou muito desde que fomos chamados. Foi muito rápido, em menos de quatro anos houve uma mudança de comportamento e interesse na exploração do grande potencial que tem Tijucas nessa área.
-Pela sua experiência, o que vai acontecer primeiro no Polo Náutico?
O que acontece primeiro é a instalação do Tijucas Marine Center, que é um investimento 100% privado e que já começou a atrair empresas para Santa Catarina. Empresas do Rio de Janeiro, empresas de São Paulo que estão interessadas em um espaço com uma estrutura adequada para recebe-los e que a área localizada de frente para o mar tem plenas condições de oferecer.
E qual seria o potencial do Polo Náutico?
Acredito que Tijucas, nos próximos 20 anos, vai ser uma cidade que vai viver da economia do mar. Vai voltar a viver da economia do mar, porque tem espaço, está geograficamente posicionada entre mercados consumidores, como São Paulo, Porto Alegre e Buenos Aires e é também uma cidade em que os terrenos disponíveis são acessíveis do ponto de vista financeiro, comparado à região metropolitana da Capital e a região do Vale do Itajaí. Então, o potencial das áreas existentes aqui chama a atenção de todo o mercado do mar.
-O problema da boca da barra não prejudica esses investimentos?
Esse problema pode se alimentar e ganhar realmente um valor de mercado, para sensibilizar autoridades para a necessidade de investimento que ele exige. Porque até 2013, fazer os molhes na boca da barra era a única solução, o que é uma inverdade. O potencial da cidade é tão grande, que existe outras alternativas, que já são realidade e que não dependem da solução do problema para atrair um investimento da ordem, por exemplo, de R$ 70 milhões, que é o que vai garantir o Tijucas Marine Center. A estratégia da cidade para o mar é mais importante que a solução da boca da barra.
-E essa estratégia está consolidada?
Sim, porque a cidade procurou o GT Náutico para isso, em 2013. Em 2014 aprovou uma lei de incentivo municipal para atrair empresas. Em 2015 organizou a participação da cidade numa feira internacional. Foi até a Itália mostrar para os italianos que tem o potencial e 2016 tem um investimento privado confirmado que se chama Tijucas Marine Center. Cada ano um passo certo para um resultado consistente. Esse é o principal ganho. A boca da barra continua sendo um problema, mas com esses investimentos a solução dele fica bem mais próxima.
-Sabemos que o mercado náutico é um mercado de capital intensivo, que precisa de grande circulação de dinheiro. Essa situação do País, com a crise, o que ela impacta nesse projeto?
Na náutica, as embarcações de 40 pés em diante nunca sofreram com crise alguma no Brasil. Nunca vão sofrer. Assim como todo o mercado de alto luxo e alto padrão. Nenhuma das marcas de carros, por exemplo, como a Land Rover, sofreu com a crise. Esse segmento é fiel e tem clientes no Brasil de alto padrão que vão continuar comprando. O Brasil não faliu, o Brasil está em crise, é diferente. Claro que tudo abaixo disso não está acontecendo. Aquelas embarcações menores, de 30 pés, 20 pés, as de lazer, essas estão em situação complicada, porque o cidadão não vai deixar de financiar um carro novo para comprar um barco, porque não está sobrando dinheiro. Nós temos um segmento em Santa Catarina que são os estaleiros que produzem as embarcações de lazer, para a pesca e para mergulho, que custam o valor de um carro. Esse segmento sim foi afetado, mas nós acreditamos que logo sairá da crise também.
-Como fica a pesca nesse contexto, já que Tijucas tem uma relação muito forte com ela?
Eu vejo nesse primeiro momento que o potencial de Tijucas inclui as pessoas que residem na cidade e que estão envolvidas no setor, inclusive quem já está no mercado da pesca. Essa cidade respira náutica. Ela já foi náutica no passado e por alguma estratégia do passado ela deixou de ser. De cada dez tijuquenses, oito já estiveram dentro do mar ou conhecem as condições do mar. Isso é matéria prima. Não tem lugar nenhum no planeta que possua esse tipo de mão de obra. O que precisamos é capacita-los, para que eles estejam adaptados às novas tecnologias. Por isso a gente acredita que, talvez no ano que vem já venham os primeiros cursos, em parceria entre o Senai e o governo do Estado.
-Esse núcleo pode vir a ajudar também para que a região se beneficie de alguma forma pelo transporte marítimo?
O Polo Náutico de Tijucas tem tudo para contribuir com isso. Estamos trabalhando inclusive no processo de atrair cruzeiros para a Baía de Tijucas e para a Baia Norte e Baia Sul da região metropolitana. Mas tudo isso está alicerçado em uma carta náutica. E a última de Tijucas é de 1957. Isso custa R$ 800 mil e demora 60 dias para ficar pronto. É como se fosse fazer um asfalto e hoje não temos isso. E isso impacta no transporte aquaviário, importa no setor náutico, na maricultura e na segurança de quem navega. Perdemos muito com isso e estamos trabalhando para que isso aconteça e, no futuro, por exemplo, o polo náutico de Tijucas possa ser usado não só para desembarque de cruzeiros, mas para a manutenção de todas as embarcações que circulam pela região.

Cliente:  Secretaria de Turismo de Santa Catarina | GTT NAUTICO SC
Evento:  Entrevista N                    Data: 25.08.2016