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segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

SMART SEA: Telhados Azuis, técnogias de sustenbilidade urbana.

Embora a tecnologia de telhados verdes tenha sido uma das principais áreas de foco no domínio do desenvolvimento de baixo impacto durante mais de uma década, os telhados azuis são cada vez mais reconhecidos como uma alternativa viável e económica para a gestão de águas pluviais nos telhados.

Telhados Azuis ou Blue Roofs

Embora a tecnologia de telhados verdes tenha sido uma das principais áreas de foco no domínio do desenvolvimento de baixo impacto durante mais de uma década, os telhados azuis são cada vez mais reconhecidos como uma alternativa viável e económica para a gestão de águas pluviais nos telhados. Nos telhados azuis, as águas pluviais são retidas e depois liberadas lentamente ao longo do tempo através do uso de dispositivos ou estruturas de controle de fluxo.

A resultante redução do pico de fluxo de águas pluviais é particularmente importante em áreas com esgotos combinados, como Toronto, onde grandes tempestades resultam em transbordamentos de águas pluviais não tratadas e esgotos sendo descarregados diretamente em rios e lagos. 

Além de reduzir os picos de fluxo de águas pluviais, esta prática também pode reduzir o volume total de escoamento do telhado através da evaporação, quando projetada de forma adequada. 

O monitoramento dos sistemas de telhados azuis em Nova York demonstrou que eles eram capazes de reter significativamente mais escoamento do que um telhado de referência sem controles de fluxo.

A tecnologia de telhado azul pode ser aplicada em telhados planos de edifícios que sejam estruturalmente capazes de acomodar a carga adicional de componentes do sistema e águas pluviais retidas. Várias configurações diferentes de telhado azul são possíveis, incluindo:

  • drenos de telhado com restrição de fluxo;
  • sistemas de bandejas modulares, lastrados com lastro; e
  • verifique as barragens instaladas no fluxo do lençol da lagoa para os drenos do telhado.

A adequação de um telhado azul e as possíveis opções de projeto para um determinado edifício são determinadas com base em vários fatores, incluindo capacidade estrutural, tipo e inclinação do telhado, clima local e requisitos regulamentares locais. 

Por exemplo, o Código de Construção de Ontário (O.Reg. 332/12) especifica o tempo máximo permitido de drenagem (24 horas) e a profundidade do reservatório (15 cm) para telhados onde um dreno de controle de fluxo está instalado.


Fonte: Departamento de Proteção Ambiental da Cidade de Nova York, 2012. Plano de Infraestrutura Verde de Nova York: Relatório Piloto de Monitoramento de Infraestrutura Verde de 2012.

Imagem: Crédito do  NYC Dept. of Environmental Protection

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

SMART SEA: a Economia do Mar e a Mentalidade Marítima do Brasil.

O homem, desde o início de sua história, sempre respeitou o mar e reconheceu a sua importância. Inicialmente, como fornecedor de alimentos, meio de transporte, comércio e, nas últimas décadas, como fornecedor de recursos minerais, tais como o petróleo, o gás e outros minerais sólidos. O Brasil, respaldado pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), incorporou à sua jurisdição, uma área marítima equivalente a cinquenta por cento de seu território continental, a qual batizou de “Amazônia Azul”. 









A Amazônia Azul é a estratégia Brasileira com relação à Economia do Mar. Este trabalho objetiva apresentar e analisar a evolução da mentalidade marítima ao longo da história brasileira, seus avanços e retrocessos. E de como ela pode ser um instrumento para o desenvolvimento do Brasil. São apresentados os conceitos de “Amazônia Azul”, de seus espaços marítimos e das “Águas Jurisdicionais Brasileiras” (AJB), sua importância econômica, geopolítica e estratégica. 

Em seguida, são identificados, dentre as várias riquezas existentes nas AJB, os recursos minerais. A “Amazônia Azul” é rica em recursos minerais e, entre eles, foram focados o petróleo, o gás e outros minerais marinhos, através dos quais o Brasil pode promover um maior desenvolvimento econômico e social da sua população. 

Na conclusão é ratificado que as riquezas da “Amazônia Azul” devem ser protegidas do interesse de terceiros através da presença efetiva do Estado brasileiro, por meio das suas Forças Armadas e de uma sociedade civil com alta mentalidade marítima.

Assim, dando continuidade aos Estudos sobre a Amazonia Azul, a economia do mar do Brasil, o marco zero começa no entendimento, da seguinte pergunta: O que é Mentalidade Marítima? 

“Mentalidade Marítima de um povo é a compreensão da essencial dependência do mar para a sua sobrevivência histórica” (VIDIGAL, 2006, p. 21). 

Apesar de o Brasil ter uma extensa costa litorânea, possui poucos portos naturais com uma interligação fluvial com o interior do país (FERNANDES, 2012). 

Com exceção dos rios da bacia amazônica, os grandes rios brasileiros não permitem navegação fluvial fácil e em larga escala devido aos inúmeros desníveis e outros fatores que dificultam a navegação fluvial. 

Até mesmo o rio São Francisco, considerado como de integração nacional, não permite navegação em muitos trechos em função de desníveis e assoreamentos constantes, principalmente nos períodos de seca. Os rios são também usados para irrigação e para lançamento de esgoto. 

Não se pode deixar de citar que, em compensação, esse relevo é excelente para produção de energia elétrica. Infelizmente, a maioria das barragens não foi construída com eclusas que permitissem vencer os desníveis, como, por exemplo, a hidrelétrica de Itaipu. 

O relevo brasileiro é, na sua maior parte, suave e apresenta pequeno grau de dificuldade para sua transposição. A Serra do Mar é a única barreira natural, mas foi facilmente vencida pelos colonizadores portugueses. Ao longo da nossa história, até recentemente, os brasileiros não foram submetidos a um desafio que os lançasse ao mar, como necessidade de sobrevivência. 

Nas últimas décadas o Brasil tem usado o mar principalmente para a produção de petróleo e para o lazer. O transporte marítimo nacional e a pesca marítima são irrelevantes. Seria necessário que, durante a história brasileira, a elite dirigente tivesse criado políticas permanentes voltadas para o uso do mar e de incentivos a uma maior mentalidade 21 marítima. 

Observa-se a implantação de algumas políticas esparsas, temporárias e sem os apoios necessários. “Mentalidade Marítima de um povo é a compreensão da essencial dependência do mar para a sua sobrevivência histórica” (VIDIGAL, 2006, p. 21). 

A compreensão da importância do mar e o uso de suas potencialidades têm escrito a história de vários povos, do mero e limitado uso da pesca costeira artesanal até o seu intensivo emprego econômico representado pela extração de petróleo e gás em águas profundas. 

Tendo por base este conceito, segue-se uma análise da evolução da mentalidade marítima brasileira, dividida em quatro etapas: do descobrimento do Brasil (1500) à Proclamação da República (1889); da Proclamação da República (1889) à Segunda Grande Guerra (1939-1945); do Pós-Segunda Grande Guerra (1946) até 2004 e de 2004 até hoje.


Suce$$o, 


Álvaro ORNELAS. 


Referências Bilbliogáficas: 

FERNANDES, L. P. da C (Coord.). O Brasil e o mar no século XXI: relatório aos Tomadores de Decisão do País. Rio de Janeiro: Comissão Nacional Independente sobre os Oceanos, 2012. 

Marinha do Brasil, Estudo sobre a Economia Azul https://www.repositorio.mar.mil.br/bitstream/ripcmb/451232/1/000001ec.pdf do Engº MsC Rubens Rodrigues da Silva. 

NAÇÕES UNIDAS. Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Nova York, EUA, 2013. Disponível em: . Acesso em: 30 maio 2023.

VIDIGAL, Armando Amorim Ferreira et al. Amazônia azul: o mar que nos pertence. Rio de Janeiro: Record, 2006. 305 p.