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sexta-feira, 29 de setembro de 2023

SMART SEA: Tipos de Navegação e Tipos de embarcações.

Tipo de navegação e suas características.

Da navegação costeira à navegação de interior. 


Imagem: NX Boats de Pernambuco.

A navegação costeira é uma forma de navegação marítima que ocorre ao longo das costas e litorais, relativamente próxima à terra firme. 


Esse tipo de navegação é utilizado para conectar portos, cidades e ilhas, seja para fins comerciais, transporte de carga/passageiros, ou para atividades de lazer, como cruzeiros e passeios turísticos. 


A proximidade da costa oferece pontos de referência visuais, facilitando a orientação e a navegação, o que a torna uma opção mais segura em condições meteorológicas adversas. 


A navegação costeira desempenha um papel crucial no transporte marítimo e é uma maneira fascinante de explorar belas paisagens e desfrutar do mar com segurança e responsabilidade.

tipos de navegação

Imagem: ClickR, free use. 

Quais são os principais tipos de navegação?


Navegação Fluvial - 

Realizada em rios e cursos de água navegáveis. Geralmente, é utilizada para transporte de carga e passageiros em rotas internas.

Navegação Marítima 

Realizada em oceanos e mares. É a navegação mais comum e abrange tanto rotas de transporte comercial quanto atividades de lazer, como cruzeiros.

Navegação Costeira 

Tem como referência a costa, mantendo a embarcação próxima a ela, com foco em evitar águas mais agitadas ou facilitar a chegada aos portos.

Navegação de Cabotagem 

Por entre as costas de um país, conectando portos e cidades em uma mesma nação.

Navegação de Longo Curso 

Navegação em percursos de longa distância, que atravessa oceanos e mares e é utilizada para transporte internacional de cargas.

Navegação Lacustre

Realizada em lagos e lagoas, sendo comum em regiões onde existem grandes massas de água navegáveis.

Navegação Interior 

Inclui tanto a navegação fluvial quanto a lacustre, o que abrange qualquer tipo de navegação em águas interiores de um país ou região.


Cada tipo de navegação possui características e desafios específicos, mas todas desempenham um papel importante no transporte de pessoas e mercadorias, bem como no desenvolvimento econômico de diferentes regiões.

Quais os tipos de barcos podem fazer navegação costeira?

Vários tipos de barcos realizam a navegação costeira, desde pequenas embarcações de lazer até embarcações maiores destinadas ao transporte de carga e passageiros. 


Alguns dos principais tipos de barcos adequados para a navegação nas costas incluem:

Lanchas e Iates Costeiros 

Lanchas e iates menores projetados para viagens costeiras de lazer ou transporte de passageiros ao longo da costa.

Veleiros Costeiros 

Embarcações à vela projetadas para viagens costeiras e de curta distância, ideais para passeios e cruzeiros ao longo da costa.

Barcos de Pesca Costeira 

Embarcações utilizadas por pescadores para atividades pesqueiras próximas à costa.

Barcos de Patrulha Costeira 

Embarcações utilizadas por órgãos de segurança para patrulhamento e monitoramento das águas costeiras.

Barcos de Transporte de Carga Costeira 

Embarcações específicas para transporte de mercadorias e carga entre portos ao longo da costa.

Ferries e Catamarãs

Embarcações de transporte de passageiros que operam em rotas costeiras, ligando ilhas e cidades litorâneas.

Navios de Cruzeiro Costeiros 

Navios projetados para viagens de lazer ao longo da costa, com cruzeiros de curta duração que param em diferentes portos.

Embarcações de Turismo Costeiro 

Pequenas embarcações utilizadas para passeios turísticos e excursões ao longo da costa.

Barcos de Apoio Marítimo 

Embarcações que prestam apoio logístico e serviços a plataformas offshore e atividades costeiras.

Embarcações de Resgate e Salvamento Costeiro 

Embarcações utilizadas por serviços de resgate e salvamento para operações ao longo da costa.




Referências Bibliográficas: 


BENTO, C.N.S; SILVA, R.B; ARAÚJO, J.A; SOARES, T.L.F. O Caso "Costa Concordia". Revista de Villegagnon, Rio de Janeiro, nr.7: Escola Naval, pp. 60-65, 2012.

BOLE, Alan; DINELEY Bill; WALL, Alan. Radar and ARPA Manual. 2.ed. Oxford-UK: Elsevier, 2005. 546 p.

BOWDITCH, Nathaniel. Pub 9. The American Practical Navigator: An Epitome of Navigation. 7.ed. Maryland, USA: NIMA, 2002. 882p.

BRAND, A. Wiley. Satellite AIS for Dummies. Special Edition. USA: John Wiley & Sons Canada, Ltd.,2013. 67p.

BRASIL, Marinha do Brasil. NORMAM-26/DHN: Normas da Autoridade Marítima para Serviço de Tráfego de Embarcações (VTS). 1.ed. Diretoria de Hidrografia e Navegação, Rio de Janeiro, 2009. 71p.

_______, NORMAM-28/DHN: Normas da Autoridade Marítima para Navegação e Cartas Náuticas. 1.ed. Diretoria de Hidrografia e Navegação, Rio de Janeiro, 2011. 57p.

_______, RIPEAM-72: Convenção sobre o Regulamento Internacional para Evitar Abalroamento no Mar. Diretoria de Portos e Costas, Rio de Janeiro, 2011. 102p.

EUROPEAN COMISSION. Sistema Global de Navegação por Satélite GALILEO. Página oficial da Comissão Européia.

EUROPEAN SPACE AGENCY (ESA). Sistema Global de Navegação por Satélite GALILEO. Página oficial da Agência Espacial Européia.

MIGUENS, Altineu Pires. Navegação: A Ciência e a Arte. Vol. 3: Navegação Eletrônica e em Condições Especiais. Diretoria de Hidrografia e Navegação, Rio de Janeiro, 2000. 878p.

NATIONAL IMAGERY AND MAPPING AGENCY. Pub 1310. Radar Navigation And Maneuvering Board Manual. 7.ed. Maryland, USA: NIMA, 2001. 400p.

NX BOAT, website acessado em 23/10/2023. Recife, Pernambuco, Brasil. 

NORB3D.COM. Modelagem e Animação em 3D - Ambientes Virtuais.

Agradecimento especial aos amigos que formam as equipes da NX BOAT em Pernambuco. 


sexta-feira, 30 de setembro de 2022

🚢⚓ 30 de Setembro - Dia Mundial da Navegação.

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                                                                               🚢⚓ 

O emrpeendoro Carl Hoepcke é um ícone da Economia do Mar no Sul do Brasil. Celebrar o dia 30 de setembro (dia mundial da navegação), temos que citar o grande navio Carl Hoepke: construído em Hamburgo, na Alemanha, em 1926, o transatlântico Carl Hoepcke contava com 62,40 metros de comprimento e 10,96 metros de largura e calado máximo de 12 pés (3,66 metros). 

O navio chegou a Florianópolis, vindo da Alemanha, numa manhã de domingo, após 27 dias de viagem e carregado com 898 toneladas de carvão, em julho de 1927, para integrar a frota da Empresa Nacional de Navegação Hoepcke (ENNH). As máquinas com potência de 12 mil HP moviam duas hélices para uma marcha de 12 milhas por hora. O navio, Carl Hoepcke também contava com equipamentos de radiotelegrafia, frigorífico com máquina para produzir gelo e aparelhos contra incêndio e para desinfecção, um ícone para a navegação Brasileira.  

A Empresa Nacional de Navegação Hoepcke tinha o Porto de Florianópolis como sua base principal e possuía neste, localizado na Praia de Rita Maria, seu cais de navios, seus trapiches, armazéns e um estaleiro - o Arataca. A empresa possuía quatro navios e muitas outras embarcações, mas o Carl Hoepcke era seu grande orgulho. 

 O transatlântico era um navio moderno, sofisticado e luxuoso para a época. Acomodava 50 passageiros na primeira e 60 na segunda classe, e ainda contava com dois camarotes de luxo. A embarcação possuía dois salões: 

Refeitório com mesas redondas e cadeiras giratórias e “Fumadoiro” com divãs e poltronas de couro. No refeitório um piano que ficava ao canto, tocado pelo 1º telegrafista e pianista Cristaldo Araújo, animava as noites a bordo. Pratarias e louças finas davam requinte ao ambiente. 

 O navio Carl Hoepcke propiciou entre os anos de 1927 a 1960 a forma mais elegante de viajar e a “união” mais luxuosa entre Florianópolis e o resto do Brasil. O “Carl Hoepcke” fazia a alegria da cidade quando atracava no cais Rita Maria. Era recebido até com bandas de música. Acidente com o “Carl Hoepcke” Um acidente colocaria um ponto final nos tempos de glória da embarcação e daria início ao seu declínio. 

 Depois de transportar passageiros em viagens de luxo por quase trinta anos, o transatlântico Carl Hoepcke, no início da tarde de 27 de Setembro de 1956, vivenciou uma grande tragédia: Um incêndio irrompeu na casa de máquinas e dominou o navio. A embarcação que tinha saído pela manhã do porto de Santos e estava a aproximadamente 15 milhas do local. Os 130 passageiros que estavam a bordo, em pânico, se jogavam ao mar. Vários ficaram feridos e um morreu afogado. Um outro passageiro, que não sabia nadar, ficou 27 horas na água agarrado a um pedaço de madeira. O fogo só foi debelado no dia seguinte. O navio sinistrado foi salvo por uma arriscada, perigosa, e bem operada manobra efetuada pelos seus tripulantes. Segundo Wellington Martins, ex-marítimo da Companhia Hoepcke "Para apagar o fogo foi preciso afundar o navio e depois trazê-lo de volta, numa operação delicada e perigosa, mas que deu resultado”. Reformado no Estaleiro Arataca, o Carl sofreu a transformação de navio de passageiro para navio cargueiro, perdendo assim o glamour que encantava a população de Florianópolis. 

 Em 1964, a Empresa Nacional de Navegação Hoepcke foi desativada na ocasião e seu porto, o de Rita Maria, foi fechado definitivamente. O Carl Hoepcke, que mudou de nome e função ao ser transformado em cargueiro após o incêndio, foi vendido para um armador do norte do país. Foi visto maltratado, com muita ferrugem e rebatizado Paissandu, ou segundo outras fontes de Pacaembu, num porto do norte do país. 

 Tempos depois, o antigo cargueiro catarinense foi revendido a empresários de São Paulo que o rebocaram até Santos, já que ele não possuía motores. O navio foi reformado e convertido em um restaurante e boate flutuante de nome Recreio. Ancorado na Praia do Góes, com movimentação feita por rebocadores, tinha permissão para fundear a entrada da Barra. O Carl Hoepcke, agora Recreio, alegrou os santistas por muito tempo. Porém, o mar revolto e os fortes ventos causados por um temporal arrebentaram as amarras que ligavam a embarcação ao cais e fizeram o Recreio atravessar, como um navio fantasma, a boca do canal 6, vindo dar nas areias da Ponta da Praia de Santos. 

Assim, na madrugada de 26 de fevereiro de 1971, o navio Carl Hoepcke, transmutado Recreio, encalha a 100 metros da avenida Bartolomeu Gusmão e vira manchete de jornal. Uma estranha e inexplicável demora na indecisão do que fazer com o barco encalhado fez com que ele ficasse naquela situação durante mais de 30 anos e o transformaram em um “navio fantasma”. Uma solução lógica seria tirar o navio encalhado com rebocadores. Isso até foi tentado, mas quem disse que ele saía! 

Optou-se, então, pelo desmonte “na base” do maçarico e estão nesta até hoje. O navio teve suas estruturas desmontadas e removidas do local sobrando parte do casco e outras peças enterradas na areia, que a dinâmica do ambiente marinho, em 1999, tratou de trazer a superfície. 

 A situação ficou um tempo esquecido pelos prefeitos e pela Marinha. O entulho enferrujado da velha embarcação, de quando em quando, aflorando das areias. Em 14 de janeiro de 2006, a Prefeitura de Santos começou a retirada dos destroços do navio encalhado na Ponta da Praia. Os trabalhos estão a cargo da Secretaria do Meio Ambiente, Defesa Civil e Terracom Engenharia Ltda. 

A remoção das ferragens acabou virando atração para turistas e moradores que passam pela região. A retirada de toda a embarcação é difícil de ser feita, já que o casco está muito enterrado. Segundo a Prefeitura de Santos os destroços, enterrados em grande profundidade, devem permanecer diante das dificuldades para sua remoção. 

 Em menos de 40 anos, o navio de luxo, que tanto encantou os florianopolitanos, se transformou em sucata. 

Mas atualmente parte do navio encontra-se em exposição permanente no Armazém Rita Maria, um empreendimento dos trizanetos do fundador da empresa. 

Legado para a Ilha de Santa Catarina, onde era o estaleiro operava além das fábricas de prego do grupo. 

Sou fá de empreendedores e de pessoas que investem no mar. Minha homenagem a esta "lobo do mar". 

Suce$$o, 

Atenciosamente,  

Álvaro ORNELAS
🎯💪🙏


Texto: 
Jornalista Walter Pacheco | Itajaí - SC

Imagem: 
Instituto Carl Hoepck